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Praia do Francês - Marechal Deodoro, Alagoas, Brazil
Escritor, Poeta e Analista Republicano das Ciências Políticas e Sociais |||

02/12/2012

É chegado o Natal

É chegado o Natal.
E com ele renovamos nossas esperanças em dias melhores.
O que não concretizamos até agora, rendemos homenagens a nossa garra que propulsiona nossa fé no mais aguerrido desejo de tentarmos novamente a conquista de um sonho tão sonhado.
Portanto, mãos à obra, na renovação dos pedidos, a leveza de nossas Crianças-Noel nos ajudarão na realização de nossas vidas.
Seja criança, ao menos por um instante, deixe as responsabilidades de lado e chegue juntinho de Deus, mesmo que seja ateu, sinta sua presença e agradeça por sua família, seus amigos, seu trabalho e seus colega.
Faça apenas três pedidos: saúde, paz e segurança; o resto Você consegue.
Feliz Natal.
Vitórias no Ano Novo.

28/10/2012

PCdoB conquista 03 prefeituras no 2º Turno 2012

 

A luta de ideias do PCdoB partido com 90 anos de compromisso com as causas maiores do Brasil marca sua presença neste 2º da Eleições 2012 elegendo 03 prefeitos em cidades de expressão na economia e na política nacional, sem esquecer a Vice-Prefeita Nadia Campeão também do PCdoB no retorno do PT com Paulo Haddad que  venceu o candidato das forças do atraso de São Paulo, José Serra (PSDB).
 
O candidato Dennis Dauttmam, 48 anos, vereador de segundo mandato pelo (PCdoB) foi eleito, neste domingo (28), prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense com 61,46% dos votos vencendo seu adversário Waguinho do PRTB com 38,54%.  Com sua eleição, ele se torna o primeiro prefeito do PCdoB na Baixada Fluminense.

A vitória do comunista Carlin Moura em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, foi confirmada com larga vantagem. O resultado ratifica o cenário de vantagem do comunista observado nas pesquisas eleitorais ao longo do segundo turno. Carlin teve 65,90% dos votos contra 34,10% de Durval do PT.

O deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB) é o novo prefeito de Jundiaí. Com as urnas apuradas, o candidato da coligação Confiança Para Renovar aparece com 65,57% dos votos válidos. Luiz Fernando Machado (PSDB) ficou com 34,43%.

27/10/2012

Arapiraca, 88 anos de Estrela Radiosa


Arapiraca, Estrela Radiosa que fulguras sobre os céus do Brasil, 88 anos de história de luta, firmação e progresso.

Saudades da minha infancia, na Rua São Francisco, que ainda alcancei no barro, onde ainda restam laços, donde revivo lembranças que o tempo não consegue apagar.

Tempos de Instituto São Luiz dos Professores Pedro Reis(autor da letra do hino da cidade) e Manoel, do Carrinho de Pipoca do Tonho na Praça da Prefeitura, dos domingos de cinema Triunfo e Trianon, da Feira das Quarenta Ruas destaque nacional da Revista Cruzeiro, das Bananas Split  e macarronadas na Lanchonete do Mário Lima na Praça Marques da Silva, dos Parques de Diversões e das Rodas Gigante na Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho, da Kombi do Jarbas Lúcio Propaganda, da Rádio Novo Nordeste entrando no ar tocando Bêsame Mucho orquestrada por Ray Connif e do Programa "Nos Braços da Saudade" do grande Zé de Sá e músicas de Poly e a punjância do plantio e comércio do fumo, dando emprego até pra gringos peritos das multinacionais do tabaco.

Arapiraca de Zezito Guedes que apesar de ter levado alguns dentes meus, fêz muita arte em ferro, madeira e muitas coisas, plantou e enalteceu Cultura, hoje Museu de nossa Memória.

Arapiraca foi e hoje é muito mais do que isso, pois, minha memória é fraca mas nossa cidade é muito e muito mais forte, umas das que mais cresce no nordeste e um dos maiores crescimento no consumo nacional.


Parabéns Arapiraca, muito feliz por seus 88 anos de emancipação.

Viva a Terra de Manoel André.

20/10/2012

Obrigado pela Luta por Novas Ideias


Amigos de Luta, tombamos de Cabeça Erguida, numa Batalha Desleal.

Deus sabe que não saimos do Campo do Debate e Embate de Ideias.


Mas nem por isso devemos perder o Encanto da Lutar e o Prazer que essa Luta nos proporcionou que foi de ter sido presenteado por Lutadores Dignos da nossa amizade e da nossa Família.


Nossos Agradecimentos aos nossos Guerreiros.
 

Deus nos Proteja à Todos.

Palavras de Cláudia Petuba:
" Ontem chegou ao fim mais uma batalha da luta em defesa dos trabalhadores, da juventude, das mulheres; da luta para garantir oportunidades e uma vida digna para todos.
Consciente de que fiz tudo o que poderia ter feito, de cabeça erguida por

ter entrado e saído dessa batalha de maneira limpa e honesta, orgulhosa por não ter me curvado a podridão política que a maioria dos eleitos se curvou.
O poder econômico mais uma vez definiu um resultado eleitoral, o que continuará gerando negativas sociais, esse é o nosso grande adversário.
Com serenidade continuarei nessa luta, militando no PCdoB e na UJS. Crente no poder de transformação social que uma política acertada e o socialismo podem promover.
Muitíssimo obrigada a todos que se empenharam nessa campanha, muito obrigada pelas manifestações de carinho e apoio.
Continuarei nessa luta, já estou pronta para as próximas batalhas!"

09/07/2012

65100 Claudia Petuba - Novas Ideias para Maceio

Pelo desenvolvimento sustentável de Maceió e de Alagoas essa minha filha começa a reescrever a história da política maceioense e alagoana.
Oriunda de uma família sem tradições política-partidária mas, com formação em base solidificada no respeito e na ética herdada de seus pais e avós que gestaram em suas atividades profissionais com o mais profundo respeito ao bem público e coletivo, sempre firmes nas ações e amáveis e respeitosos com as pessoas, sempre tomando de forma colegiada e transparente suas decisões.
A nossa sociedade haverá de conceder à 65100 Claudia Petuba a oportunidade de poder representá-la no legistlativo municipal para que possa exercitar seu espirito trabalho e de liderança guerreira que a acompanha desde sua infancia, da pré-escola ao movimento estudantil nacional, passando pelas lutas políticas, sociais e de classes de sua contemporaneidade.
Antecipadamente, como Pai e seu Maior Eleitor, agradeço por todo apoio e respeito que venha a ser concedido à candidata 65100Claudia Petuba, pois, empenho, competência e disposição não lhes faltam.
Obrigado em nome da Família Petuba.

09/06/2012

Paz Uma Porra!

Rendo aqui minhas homenagens a um dos versos do grande poeta Cícero Gomes com raízes em Alagoas, Muricí e ramificações no Brasil com seus aveixes do marketing digital, redes sociais e a vida como um todo.
Saudações ao amigo e twitteiro Poeta Cícero Gomes.

Paz Uma Porra!

onde falta paz é porque faltou justiça social
berrou no décimo gole de pinga cazuzinha tareco
com seus olhos belicosos de comunista.
hein seu poetinha de merda,te interrogo agora:
você acha que existe paz nas mãos sujas dos homens do canavial
você acha que existe paz na alma dos homens que foram
expulsos do campo por essa engrenagem perversa
você acha que existe paz nos barracos da favela
paz nas barrigas quebradas de farinha e sururu
paz nos meninos sambudos pelos vermes.
você acha que existe paz
nos corpos e almas aprisionadas pelo crack,seu merda!
paz é burguesa! coisa de riquinho,como berra num cantoconto,
marcelino freire.
eu não vejo paz nas meninas prostituidas
que tiveram sua infância roubada.
você acha que existe paz
no sono mal dormido das mães que tiveram seus filhos assassinados
neste estado de alagoas onde a justiça é só para pobre
e a democracia é um circo para eleger os ricos.
paz, ora paz
lei, ora lei!
paz uma porra!
..e não adianta camisas com brancas pombas
e não adianta manifestações e rezas__ o defeito é de fabricação,
sociedade do açucar__.
o defeito vem no cerne do que somos e fomos feito.
chega de pratos vazios!
chega de esmolas governamentais!
chega de discursos mirabolantes!
paz é um bibelô,um cocô pequeno burguês.
taí o crack, meu chapa, corroendo a sociedade por inteiro
do oiapoque a chuí
o crack dando de goleada no discurso oficial.
a paz que você quer poeta não existe,é coisa de romance.
paz uma porra!
ou se muda o sistema ou estaremos todos fudidos
mortos ou chorando nossos mortos.
__agora pague as minhas pingas.

Autor: Poeta Cicero Gomes
Fonte: http://palavradopoeta.blogspot.com.br/2012/06/paz-uma-porra.html?spref=tw

03/06/2012

Sucateamento Vergonhoso do Estado de Alagoas

Este convite, numa boa hora, em que o Povo clama e chora por Liberdade para Viver, já que as demais liberdades não estão sendo respeitadas, proporcionou à população dilacerada de Alagoas  o mais fidedigno retrato do descaso e do desrespeito de nossas Autoridades Estaduais ao praticarem, por omissão, desmandos e desvios, a dilapidação e sucateamento das instituições que compõe máquina estatal e para-estatal.

Em todos os depoimentos de nossas briosas autoridades de carreira e servidores públicos, todos abnegados, verdadeiros back-offices, bombris,  subservientes patrióticos, proletários do desserviço público, que tentam fazer ante à total falta de recursos humanos e materiais, coisas que, por vêzes, ainda ganham Prêmios e Medalhas, mais pelo arregaço ético do cumprimento da Missão Impossível do que pelo desejo e apoio do Governador e Deputados Estaduais, extensivos aos Vereadores, também, Omissos e Ausentes, claro que com raríssimas exceções, mesmo em Ano Eleitoral, qual é a certeza que têm da impunidade e escravismo de seus vassalos Eleitores.

Todos viram e ouviram, secretários, juiz, promotor, defensor público, ongs, numa voz oníssona e impotente, porém, brava, ética e comprometida com a causa pública dizerem às Parlamentares dessa Heróica e Libertadora CPMI: "...a senhora sabe, não tenho equipe..." ...as senhoras viram, não temos estruturas nem pessoal...,"  "...sou eu sozinho para tudo isso..." ...fiz isso aqui nas carreiras pra vocês"... "...se falta estrutura, mas sobre amor..." "...tentamos fazer o que dá, priorizamos...".

Enquanto isso, temos, sabida e publicamente, alguns Duodécimos Faraonicamente Milionários que de tão valiosos e cubiçados, semeam muitos e muitos Desvios Galáxicos de Recursos Financeiros, enquanto que às vêzes contas de ernegia não são pagas.

Eu nem vou falar do IML, da segurança, da educação, da saúde e de tantas outras mazelas pleonasmos de infidelidade patriotica.

Quê que isso Gente!

Até quando isso vai durar?

Até onde vai a paciência ordeira e pacífica de nosso Povo?

30/05/2012

PCdoB 90 anos de comunismo no Brasil!

Reproduzimos abaixo cordel do livro “PCdoB 90 anos de comunismo no Brasil” escrito por Francisco Batista Pantera, Professor, Jornalista, Poeta e dirigente do PCdoB em Porto Velho RR, militante do partido há quase trinta anos.

Era 1922,
Ele nascia
Era vinte cinco de março,
Do povo tinha simpatia
Era o partido comunista
Com a bandeira da soberania.

Era um momento importante
A classe operária crescia
Semana de arte moderna,
O partido cultura fazia,
Com grandes poetas e escritores
Lutando por democracia.

Foi o primeiro partido,
A reforma agrária defender,
Destruir o latifúndio
Fez os coronéis tremer.
Duramente perseguido
Pela burguesia no poder.

Luiz Carlos Prestes,
Cavaleiro da esperança,
Andou o país inteiro
Propondo a grande mudança.
Pátria Socialista!
Esta idéia se alcança.

Contra a opressão capitalista
Só o Brasil Socialista.
Defender a nossa pátria
Das garras imperialistas
Fora Império americano,
Viva o Brasil nacionalista!

Conduziu grandes lutas
Do povo brasileiro,
Campanha o petróleo é nosso
O partido foi guerreiro.
Na luta contra o fascismo
O partido saiu primeiro.

No levante de 35,
Na luta libertadora
Fez um grande combate,
Contra a burguesia opressora.
Contra o estado novo
Enfrentou a máquina repressora.

Este grande partido
Do povo teve simpatia,
Da constituinte de 45,
Ele parte fazia
Com 14 parlamentares
Prestes, Jorge Amado, Amazonas e companhia.

Um ano mais tarde,
Teve seu registro cassado.
Não fugiu da luta do povo,
Pela grande burguesia, foi sempre odiado
Nunca fraquejou
Contra a opressão jamais ficou calado.

Em 1964 instalou-se uma ditadura,
Um regime sanguinolento
Instalou-se a tortura
Contra os generais não tinha argumento
Nas selvas do Araguaia
A guerrilha foi nosso instrumento.

Naquele regime perverso
A liberdade não existia,
Partido organizando o povo,
Na luta contra a carestia
Gritava diretas já!
Na defesa da democracia.

Para derrotar os generais,
Foi ao colégio eleitoral
Eleger Tancredo Neves
No momento era ideal
Derrotar a direita raivosa
Aliada ao império do mal.

Foi um grande guerreiro
Contra o projeto neoliberal
Gritou fora Collor! FHC!
Inimigos da soberania nacional
Ajudou a eleger Luiz Inácio,
Pro governo Federal.

O partido defende
Uma pátria socialista,
Contra o grande capital
Aliados dos imperialistas
Realizar reforma agrária
Num grande projeto desenvolvintista.

Defende a reforma urbana
A moradia popular
Educação pública de qualidade
Pra fazer tecnologia avançar
Saúde para todos
Desenvolvimento sustentável com o ambiente a preservar.

Nas ruas, nas praças, nas escolas...
Está o partido da luta popular
O partido é uma escola
Que nos ensina a lutar
Erga essa bandeira
Venha a nós se juntar.

Partido da juventude!
Da mulher guerreira!
Da luta do negro!
Contra a descriminação rasteira,
Viva a luta do povo!
Viva a nação brasileira!

Partido que se inspira
No ideal revolucionário
De Marx, Lênin, Fidel e Guevara
Niemayer, Prestes, Amazonas formuladores do ideário
Bravos, combatentes, guerreiros
Cientistas dos proletários.

18/05/2012

II TwittAO: União realiza encontro de usuários de redes sociais


II TwittAO: União realiza encontro de usuários de redes sociais

No sábado, 19 de maio, a partir das 8h, o município de União dos Palmares será sede do II TwittAO, encontro de usuários de redes sociais. Com entrada franca, o evento é destinado a usuários e demais interessados em mídias sociais.

Com o evento, um grupo de estudantes palmarinos dá continuidade à série de encontros de usuários de redes sociais, que vêm ocorrendo em vários municípios alagoanos, com a finalidade de difundir o uso dessas redes de modo consciente e proativo. Estimulando, inclusive, seu uso comercial.

Eventos como este já ocorreram em diversos municípios, dentre eles: Arapiraca, Murici, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Viçosa.

Por meio de inúmeras palestras que ocorrerão ao longo do dia, no auditório da Prefeitura de União dos Palmares, os participantes poderão aprender novas formas de utilização das mídias sociais, de maneira a contribuir com o crescimento pessoal e divulgação virtual da cultura e da rica história do município que sediará o encontro.

Em 2011, União dos Palmares sediou o terceiro evento de usuários de redes sociais em Alagoas, e o primeiro na cidade. Contando com cerca de 150 participantes, o encontro obteve repercussão nacional, uma vez que a “hashtag” criada para o evento “#NoTwittAO” figurou entre os dez assuntos mais comentados do Twitter no país (TTsBr).

A participação no evento é gratuita, bastando a inscrição por meio do sítio oficial (www.twittao.com.br). O participante pode colaborar doando um quilo de alimento não perecível. As doações serão destinadas à Rosa Mística (colônia para reabilitação de dependentes químicos em União dos Palmares).

Maiores informações com José Maria (Zema), pelo Twitter @ZemaUniao ou pelos telefones: 9693-8774/9381-0242

Programação Confirmada:

8:00 – Credenciamento
9:00 - Abertura (Apresentação Cultural)
9:30 - Vídeo Retrospectiva do primeiro TwittAO
9:40 - Palestra Dr. Fernando Amorim* : Tema - A proteção da diversidade cultural no comércio eletrônico
          de bens culturais.
10:10 - Coffee break
10:20 - Palestra Victor Guerra : Tema - Eventos Críticos e Redes Sociais
10:50 - Entrega simbólica dos alimentos
11:00 - Apresentação do Vídeo Turismo Pedagógico - Poeta Chico de Assis
11:10 - Palestra João Kepler* : Tema - REvolução Digital
12:00 – Almoço
13:45 - Palestra José Marques* : Tema - Eleições 2012 e o uso das Redes Sociais
14:15 – Intervalo
14:20 - Dinâmica de Grupo - Psicóloga Laudiana Sarmento
14:50 - Palestra Gil Giardelli : Tema - Colaboração Humana, Inovação Coletiva e rowdsourcing
15:40 – Sorteio de brindes
16:00 – Encerramento

* Gil Giardelli - Especialista no Mundo.com, com 13 anos de experiência na era digital. Professor nos cursos de Pós-Graduação, MBA, Miami Ad School e do CIC – Centro de Inovação e Criatividade na ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing. CEO da Gaia Creative.

* Dr. Fernando Amorim - Possui doutorado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco em 2011, mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco em 2006, graduação em Direito pela Fundação Educacional Jayme de Altavilla (CESMAC) em 1991 e graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas em 1991. É professor do curso de Direito do CESMAC, desde 1997, nos cursos de graduação e pós-graduação, e Coordenador do Curso de direito dessa Instituição desde 2006. Foi professor substituto da Universidade Federal de Alagoas.

* João Kepler - Founder e CEO do Show de Ingressos, uma das melhores Plataformas de Internet Ticketing do Brasil. É empreendedor serial, blogueiro,articulista de vários portais, revistas e jornais no Brasil e na Europa, investidor anjo, especialista em Marketing Digital, e-commerce, palestrante e espalhador de ideias Digitais e evangelizador do Empreendedorismo.

* José Marques - Acadêmico de Direito, Blogueiro, Presidente do Partido Jovem PTN em Alagoas.

Divulgação

Fonte: http://mais.uol.com.br/view/l910y1yh6uzo/ii-twittao-uniao-tem-encontro-de-usuarios-de-redes-sociais-04024E1A3572DCB92326?cmpid=cmp-ctw-txt

04/05/2012

A Poupança Presidenta

Não tanto aos arroubos do confisco da dupla Collor/Zélia Cardoso, nem ao sorrateirismo dos sucessivos planos econômicos que sonegaram e/ou manipularam índices de remuneração que geraram grandes prejuízos e acarretaram polêmicas pendências judiciais que se arrastam há anos, tinha que ser nossa Primeira Presidenta a dar uma nova roupagem, um estilo jovem, moderno e flexível, sem desrespeitar os valores já depositado a nossa tradicionalíssima Caderneta de Poupança, advinda da era monárquica com primeiros depósitos dos escravos recém livres.
Indo direto ao assunto, a mudança ocorrida com a criação da POUPANÇA PRESIDENTA, permitam-me assim batizá-la em homenagem a nossa distinta Presidenta Dilma, nada mais será que uma variação da atual poupança que hoje detêm um volume aproximado de R$ 432 bilhões, onde 65% são destinados ao financiamento da habitação, sejam corrigidos, quando 9% atuais da Taxa SELIC atingir o piso de 8,5% a.a. os novos depósitos efetuados a partir de hoje, 04.05.2012, por 70% da Taxa SELIC+TR ao invés dos atuais 6% +TR que continuarão remunerando todo saldo hoje existente, portanto, sem prejuízo nenhum às atuais 100 milhões de cadernetas de poupança existentes no mercado.
O porque disso decorre do compromisso existente e da necessidade implacável de continuar sua política atual de redução dos juros básicos e spreads bancários de nossa economia, sem contudo, provocar um esvaziamento das aplicações em Fundos(Renda Fixa) que hoje monta em torno de R$ 500 bilhões e que são os financiadores da rolagem da dívida pública através de sua aplicação desses recursos em títulos públicos do governo e que também estão atrelados à Taxa SELIC.

A perda de remuneração estimada dos novos depósitos na POUPANÇA PRESIDENTA seria em torno de mais ou menos R$ 6,00 ao ano para cada R$ 1.000,00 aplicados, portanto, valor totalmente desprezível, já que o objetivo maior dessa medida é reduzir de forma substancial as taxas de juros praticadas pelo mercado sem causar grandes impactos nas estruturas de nossa economia porporcionando em contra-partida mais acesso ao crédito, tanto ao consumo como ao financiamento de investimentos, e em volumes maiores fazendo com isso girar todo um movimento de crescimento e desenvolvimento com repercussão em toda a sociedade.
O momento tanto político quanto econômico agregado à grande popularidade que vem atravessando nossa Presidenta Dilma, graças à sua coragem e determinação assertiva em prol de dias melhores e mais justos para o nosso povo não poderia ser o mais adequado para implantação das medidas econômicas publicadas por Medida Provisória numa edição especial de 03.05.2012 do Diário Oficial da União que não terá grandes entraves para uma rápida aprovação no Congresso Nacional.

15/02/2012

“O socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem”

Reproduzimos abaixo excelente postagem desta data do Blog do Ticianeli do camarada Alberto Ticianeli. Vejam:

“O socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem”
Miguel Urbano Rodrigues acredita que um socialismo humanizado abrirá ao homem a possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades e de se realizar integralmente, liberto das forças que o oprimem há milênios
 01/02/2012
Nilton Viana - Brasil de Fato
da Redação
“O mundo está num caos em conseqüência da crise global do capitalismo”. Assim, o jornalista e escritor português Miguel Urbano Rodrigues define o atual cenário mundial. Para ele, a crise atual do capitalismo é estrutural. Segundo o escritor, a crise, iniciada nos EUA, alastrou à Europa e as medidas tomadas por Bush, primeiro, e Obama depois, em vez de atenuarem a crise, agravaram-na. “Os EUA, polo do sistema que oprime grande parte da humanidade, mostram-se incapazes de controlar os colossais défices do orçamento e da balança comercial”. 
 Miguel Urbano: crise atual do capitalismo é estrutural -
Foto: Miriam Zomer-Alesc
Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Urbano diz que o grande capital pouco alterou as práticas criminosas e fraudulentas que originaram a crise. Para ele, a fatura é paga pelos trabalhadores que tiveram os seus salários brutalmente diminuídos e suprimidas conquistas históricas. Taxativo, afirma que as guerras fazem parte das alternativas imperialistas e que as agressões militares são sempre precedidas de uma campanha midiática de âmbito mundial. Embora avesso a profecias, Urbano acredita que o socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem de acordo com as suas tradições, cultura e peculiaridades de cada uma. 
Brasil de Fato – O mundo vive hoje uma de suas maiores crises financeiras. Que avaliação o senhor faz dessa crise que tem se agudizado principalmente nos Estados Unidos e na Europa?
Miguel Urbano Rodrigues – O mundo está num caos em conseqüência da crise global do capitalismo. É uma crise estrutural. Nos países centrais a teoria da acumulação não funciona mais de acordo com a lógica do capitalismo e, na busca de uma solução, os Estados Unidos, polo hegemônico do sistema, multiplicam as guerras contra países do Terceiro Mundo para saquear os seus recursos naturais. 
As medidas tomadas pelos governos, a seu ver, resolvem os graves problemas dessa crise? E o agravamento dessa crise, que é estrutural do capitalismo, a seu ver, irá enfraquecer ainda mais o imperialismo?
A crise, iniciada nos EUA, alastrou à Europa. As medidas tomadas por Bush, primeiro, e Obama depois, em vez de atenuarem a crise, agravaram-na. O objetivo foi salvar a banca, as seguradoras e grandes empresas à beira da falência como as da indústria do automóvel. Mais de mil bilhões foram investidos pelo Estado Federal nessa estratégia com resultados medíocres. Um volume gigantesco de dinheiro (os dólares emitidos) foi encaminhado para os responsáveis pela crise, enquanto a principal vítima, os trabalhadores estadunidenses, foi esquecida. Centenas de milhares de famílias perderam as suas casas, e o desemprego aumentou muito em consequência de despedimentos maciços. O grande capital pouco alterou as práticas criminosas e fraudulentas que originaram a crise. É significativo que o atual secretário do Tesouro, Thimothy Geithner, que goza da total confiança de Obama, seja um homem de Walt Street comprometido com as políticas de desregulamentação que tiveram efeitos funestos. 
Na União Europeia, que é um gigante econômico mas um anão político, a estratégia adotada para enfrentar a crise foi diferente. A fragilidade do euro é inseparável do fato de o dólar ser, na prática, a moeda universal cujas emissões são incontroláveis. O Banco Central Europeu não pode imitar Washington. 
A crise atingiu primeiro países periféricos, como a Irlanda, a Grécia e Portugal. A Alemanha e a França, que põem e dispõem em Bruxelas, sobrepondo-se à Comissão Europeia e às instituições comunitárias em geral, impuseram a esses três países “políticas de austeridade” orientadas para a redução drástica dos défices orçamentais e a salvação da banca. A fatura foi paga pelos trabalhadores que tiveram os seus salários brutalmente diminuídos, suprimidas conquistas históricas como os subsídios de Natal e de férias, enquanto setores sociais como a Educação e a Saúde eram duramente golpeados. 
A Itália e a Espanha encontram-se também à beira de um colapso, na iminência de pedirem à Comissão Europeia e ao FMI uma “ajuda” que agravaria extraordinariamente as condições de vida da classe trabalhadora. Na Espanha o desemprego ultrapassa já os 21%. 
A chanceler Merckel e o presidente Sarkosy estão, porém, conscientes de que os efeitos da crise atingem também perigosamente os seus países. O Reino Unido, fora da zona euro, não é exceção; teme igualmente o agravamento da situação.
Neste contexto o futuro do euro e da própria União Europeia apresentam-se sombrios. São a cada semana mais numerosos os políticos e economistas que preconizam a saída do euro de alguns países. 
Obviamente, as tensões sociais na contestação ao sistema assumem características explosivas, sobretudo na Grécia, em Portugal, na Espanha e na Itália. 
Os EUA e as grandes potências da União Europeia puseram fim às guerras interimperialistas, substituindo-as por um imperialismo coletivo. O senhor poderia explicar como têm se dado guerras? 
O imperialismo evoluiu nas últimas décadas para responder à crise do capitalismo. As guerras interimperialistas que na primeira metade do século 20 devastaram a Europa e a Ásia não vão repetir-se; remotíssima essa hipótese. As contradições entre as potências imperialistas mantêm-se. Mas não são hoje antagônicas. 
Um imperialismo coletivo – a expressão é do argentino Cláudio Katz – substituiu o tradicional. 
Os seus contornos principiaram a definir-se na primeira guerra do Golfo e tornaram-se nítidos com as agressões aos povos do Afeganistão, do Iraque e da Líbia. 
Hegemonizada pelos Estados Unidos, formou-se uma aliança tática de que participam o Reino Unido, a Alemanha e a França, além de sócios menores como a Itália, a Espanha, o Canadá e a Austrália, inclusive países da Europa do Leste, ex-socialistas. 
 Estadunidenses protestam em Nova York - Foto: Reprodução
Então é esse bloco imperialista que comanda o mundo hoje e fomenta as guerras? 
A superioridade militar e tecnológica do bloco imperialista permite-lhe, com um custo de vidas reduzido, atacar e ocupar países do Terceiro Mundo para saquear os seus recursos naturais, nomeadamente os petrolíferos.
Isso ocorreu já no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Atinge agora a África com a intervenção militar dos EUA em Uganda. O Africa Comand, por ora instalado na Alemanha, anuncia a criação de um exército permanente para o continente africano, previsto para 100 mil homens. 
Obama já afirmou que a “ajuda militar” (leia-se intervenção) ao Sudão do Sul, ao Congo e à República Centro Africana depende de um simples pedido a Washington.
As guerras têm sido as saídas para o capitalismo. Com essa crise, teremos novas guerras?
As agressões militares são sempre precedidas de uma campanha midiática de âmbito mundial. A receita tem sido repetida com algum êxito. Para impedir a solidariedade internacional com os povos a serem alvo de agressões previamente planejadas e semear a confusão e a dúvida em milhões de pessoas nos países desenvolvidos, os Estados Unidos e seus aliados promovem campanhas de satanização de líderes apresentados como ditadores implacáveis, ou terroristas que ameaçam a humanidade. A invasão do Afeganistão foi precedida da diabolização de Bin Laden – definido como inimigo número 1 dos EUA – e a guerra do Iraque, da satanização de Sadam Hussein. No caso da Líbia, Kadafi , que um ano antes era recebido com todas as honras em Paris, Londres, Roma e Madri, e tratado com deferência por Obama, passou de repente a ser apresentado como um monstro sanguinário que submetia o seu povo a uma opressão cruel. O desfecho é conhecido: a aprovação pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de uma “zona de exclusão aérea” para “proteger as populações”. Logo depois começaram os bombardeios de uma guerra que durou sete meses, definida como “intervenção humanitária”. Sabe-se hoje que a “insurreição” de Benghasi foi preparada com meses de antecedência por comandos britânicos e agentes da CIA, dos serviços secretos britânicos e franceses, e da Mossad israelense. 
Como o senhor avalia as consequências dessa crise para os países pobres, do chamado Terceiro Mundo? 
O custo destas agressões imperiais para os países por elas atingidos tem sido altíssimo. Não há estatísticas credíveis sobre as destruições de infraestruturas e o saque de bens culturais e sobre o número de mortos civis resultante das guerras no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Mas o saldo dessa orgia de barbárie ocidental ascende – segundo grandes jornais da Europa e dos EUA – a centenas de milhares. 
A satanização de Bachar Assad e do seu exército gera o temor de que a intervenção imperial na Síria esteja iminente. Mas o grande “inimigo” a abater é o Irã. Motivo: é o único entre os grandes países muçulmanos que não se submete às exigências do imperialismo. 
Israel ameaça atacar e incita os EUA a bombardear as instalações nucleares de Natanz. Obama conseguiu que o Conselho de Segurança aprovasse vários pacotes de sanções ao Irã, mas o Pentágono hesita em envolver-se numa nova guerra contra um país que dispõe de uma capacidade de retaliar ponderável. A invasão terrestre está excluída e o bombardeio das instalações subterrâneas de Natanz com armas convencionais poderia, na opinião dos especialistas, ser ineficaz. 
O balanço das guerras do Afeganistão e do Iraque não é animador para a Casa Branca. O presidente Obama ao anunciar a retirada das últimas tropas estadunidenses do Iraque sabe que mentiu aos seus compatriotas. Num discurso eleitoreiro, triunfalista, que pode ser qualificado de modelo de hipocrisia, afirmou que os Estados Unidos alcançaram ali os objetivos previamente fixados. Na realidade a resistência prossegue e dezenas de milhares de mercenários substituíram as forças do Exercito e da Força Aérea. Mas qualquer previsão sobre futuras agressões é desaconselhável. Tudo se pode esperar da engrenagem do sistema imperial, comandado por um presidente elogiado como humanista e defensor da Paz quando, na realidade, a sua estratégia de dominação planetária configura uma ameaça sem precedentes à humanidade. 
 Gregos se reúnem em manifestação em Atenas - Foto: Mehran Khalili/CC
Como o senhor avalia o papel de organismos como a ONU, o FMI, o Banco Mundial e a OMC?
O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) são instrumentos do sistema imperial, criados para o servir. Quanto à Organização da Nações Unidas (ONU), há que estabelecer a distinção entre a Assembleia-Geral e o seu órgão executivo, o Conselho de Segurança. A primeira, representativa de quase 200 Estados, é uma instituição democrática, mas as suas resoluções somente produzem efeito se referendadas pelo Conselho de Segurança. Ora este, manipulado pelos EUA, com o apoio do Reino Unido e da França, funciona há muito como instrumento da vontade dos três, até porque a Rússia e a China, os outros membros permanentes, não têm exercido o direito de veto, com raríssimas exceções.
Como o senhor vê os protestos e as mobilizações que têm ocorrido em vários países, na chamada Primavera Árabe, na Grécia e nos Estados Unidos? 
Em primeiro lugar é útil esclarecer que a expressão “Primavera Árabe”, muito divulgada pelos governos ocidentais e pela mídia é, por generalizante, fonte de confusão. Os levantamentos populares no Egito e na Tunísia foram espontâneos e inesperados para o imperialismo. Triunfaram ambos, provocando a queda de Hosni Mubarak e de Ben Ali. 
No caso da Tunisia, a vitória de um partido islamista moderado nas recentes eleições não representa um problema para o imperialismo. Tudo indica que as relações dos Estados Unidos e os grandes da União Europeia com Tunis serão cordiais como eram com o governo da ditadura. 
No Egito tudo permanece em aberto, porque o povo não aceitou o governo dos militares comprometidos com o imperialismo e continua a exigir a sua renúncia.
No Bahrein e no Iémen não houve qualquer “primavera”. Washington e os seus aliados abstiveram-se de criticar os regimes que eram alvo dos protestos populares. No tocante ao Bahrein, base da IV Frota da US Navy, os EUA manobraram de modo a que tropas sauditas e dos Emirados do Golfo invadissem o pequeno país e reprimissem com violência as manifestações.
Os protestos populares na Europa e nos Estados Unidos contra regimes de fachada democrática, que na prática são ditaduras da burguesia e do grande capital apresentam também características muito diferenciadas. 
O acampamento inicial dos indignados em Madri funcionou como incentivo a movimentos similares em dezenas de cidades da Europa e dos EUA. Esses jovens sabem o que rejeitam e os motiva a lutar, mas não definem com um mínimo de precisão uma alternativa ao capitalismo. 
Inspirado pelos espanhóis, o acampamento de Manhattan, realizado sob o lema “Ocupem Wall Street”, alarmou a engrenagem do poder. A solidariedade de intelectuais progressistas como Noam Chomsky, Michael Moore e James Petras contribuiu para que o movimento alastrasse a muitas cidades. 
No caso estadunidense, os protestos foram uma surpressa? Como o senhor analisa a reação do governo dos Estados Unidos a estas manifestações? 
A reação da administração Obama foi inicialmente de surpresa. Mas perante a amplitude assumida pelo movimento recorreu a uma repressão brutal. As conseqüências dessa opção foram inversas das esperadas pelo governo. Os acontecimentos de Oakland, na Costa do Pacífico, demonstraram que a contestação é agora dirigida contra a engrenagem capitalista responsável pela crise que afeta 99% dos cidadãos e beneficia a apenas 1% , tema de umslogan que já corre pelo país. A profundidade do descontentamento popular é transparente. Uma certeza: alarma Obama e Wall Street. 
Paralelamente aos protestos espontâneos referidos, desenvolvem-se na Europa outros, promovidos pelos sindicatos e por partidos revolucionários.
A greve geral de novembro, em Portugal, e as grandes manifestações de protesto ali realizadas traduziram não só a condenação de políticas de direita impostas por Bruxelas e a submissão ao imperialismo, com perda de soberania, como a exigência de uma política progressista incompatível com a engrenagem capitalista. 
É sobretudo na Grécia que as massas exprimem em gigantescas e permanentes concentrações populares a sua determinação de lutarem contra o sistema capitalista até a sua destruição Quinze greves gerais num ano, empreendidas sob a direção de uma Frente Popular na qual o papel do Partido Comunista da Grécia é fundamental, os trabalhadores da pátria de Péricles batem-se hoje com heroísmo pela humanidade inteira.
Frente a esse cenário de crise mundial do capitalismo, qual a alternativa para os povos? Como o senhor vê o futuro da Humanidade?
A única alternativa credível à barbárie capitalista é o socialismo. O capitalismo conseguiu superar desde o século 19 sucessivas crises. Desta vez, porém, enfrenta uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. Os EUA, polo do sistema que oprime grande parte da humanidade, mostram se incapaze de controlar os colossais défices do orçamento e da balança comercial. Forjaram um tipo de contracultura monstruosa que pretendem impor a todo o planeta. Mas o declínio do seu poder é transparente e irreversível. 
Por si só, as gigantescas reservas de dólares e os títulos do Tesouro norte-americano que a China e o Japão acumularam, estimados aproximadamente em dois mil bilhões de dólares, são esclarecedores da fragilidade da economia dos Estados Unidos, um colosso com pés de barro, hoje o país mais endividado do mundo. 
Sou avesso a profecias de qualquer natureza. Mas creio que o socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem de acordo com as suas tradições, cultura e peculiaridades de cada uma – um socialismo humanizado que abrirá ao homem a possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades e de se realizar integralmente, liberto das forças que o oprimem há milênios. 
Miguel Urbano Rodrigues é jornalista e escritor português. Redator e chefe de redação de jornais em Portugal antes de se exilar no Brasil, onde foi editorialista principal do jornal O Estado de S. Paulo e editor internacional da revista brasileira Visão. Regressando a Portugal após a Revolução dos Cravos, foi chefe de redação do jornal do Partido Comunista Português (PCP) Avante!, e diretor de O Diário. Foi ainda assistente de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, presidente da Assembleia Municipal de Moura, deputado da Assembleia da República pelo PCP entre 1990 e 1995 e deputado da Assembleias Parlamentares do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental, tendo sido membro da comissão política desta última. Tem colaborações publicadas em jornais e revistas de duas dezenas de países da América Latina e da Europa e é autor de mais de uma dezena de livros publicados em Portugal e no Brasil.

Marca que não tem preço - Parabéns PCdoB - Viva Alagoas

O Partido Comunista do Brasil completa 90 anos em 2012

29/10/2011

Arapiraca - 87 anos de Progresso


Neste próximo dia 30 de Outubro de 2011, domingo, a terra de Manoel André, a sua terra, a minha terra, a nossa terra, comemora seus 87 anos de emancipação.

São 87 anos de prosperidade com base na luta de seu povo.

A Terra do Fumo transforma-se a cada dia na Terra do Futuro.

Arapiraca que já teve na década de 70 uma representação política mais expressiva, luta a cada dia,  pelo seu soerguimento político com uma história manchada de sangue de bravo lutadores que tombaram em gestos covardes, traiçoeiros e de inveja. Tempos passados que esperemos jamais retornem, não esquecendo, no entanto, que os insanos e covardes têm o mesmo destino, não entendendo por que assim o são.

Que nesses 87 anos de uma cidade que já vive sua terceira e definitiva idade renovemos nossas forças e esperanças, com trabalho e fé num Deus Supremo, para que ela avance rumo a sua consolidação de celeiro de desenvolvimento econômico e social para abrigar de forma digna nossas futuras gerações.

Salve ARAPIRACA

Viva ARAPIRACA

Que deus nos abençoe a todos.

23/10/2011

UNEAL é sucesso na 5ª Bienal Internacional do Livro em Maceió

Estivemos, eu e minha filha Cláudia Petuba, na noite de ontem, com grata satisfação visitando o estande da nossa UNEAL, não tão imponente como de algumas instituições participantes, mas com certeza, nos proporcionou grande calor humano, com visitas de estudantes, professores, artistas e intelectuais, que se integravam e concertavam em longos e alegres bate-papos com a presença e a liderança marcante de seu professor reitor Jairo Campos.

Desnecessário é citar nomes da intelectualidade alagoana que abrilhantaram marcando presença para se evitar lapsos de esquecimentos com injustiças evidentes, que, entre gole, tragos e petiscos, proporcionaram encontros e rencontros rememorando passagens e escritos em conversas descontraídas, enriquecedoras e, às vêzes, hilárias.

Enquanto estivemos por lá e com o reitor Jairo Campos, assuntos como a sua recente ida a Brasília em busca de novos convenios, suas idas e vindas Arapiraca-Maceió por conta da excelente exposição deste ano, a semente plantada para a nova sede da UNEAL, pitadas de política, enfim, pauta de realizações, conquistas, a luta constante por novos projetos e desafios diários que não o intimidam, ao contrário, parece movê-lo numa sinergia exemplar.

Como se não bastasse a excelente recepção, ainda, fomos presenteados com os livros:

- UNEAL
40 ANOS DE LUTAS E CONQUISTAS cujo título dispensa comentário acerca da abordagem da excelente obra do grande conterrâneo arapiraquense, jornalista Daví Salsa, irmão inclusive de meu colega de trabalho, Cícero Salsa; 

- SOCIEDADE, EDUCAÇÃO e PODER em cuja apresentação diz: "Esta revista é o resultado, em parte, da idealização dos seus organizadores e da convivência do conjunto dos docentes da Universidade Estadual de Alagoas...." que tem contribuição do próprio Jairo Campos, entre outros e,

- DIVERSIDADE CULTURAL
UNIVERSIDADE E ETNIAS NEGRA E INDÍGENA EM ALAGOAS, obra também das hostes da própriauniversidade, onde o próprio Jairo Campos diz na contra-capa: " Este texto tem como propósito registrar essa importante atividade extensionista, para que não caia no obscurantismo e fique registrada esta ação de um grupo de pessoas(professores e graduandos) que, apesar das dificuldades enfrentadas pela UNEAL, mostrou que é possível sair da utopia e, efetivamente, colocar em prática o início de um longo processo de valorização e respeito às minorias."

Queremos, desde já, agradecer a todos que fazem nossa gloriosa UNEAL, no momento representada pela brilhante e humilde pessoa do Professor Jairo Campos, pela calorosa e festiva acolhida em seu estande, com certeza, um porto seguro para cultura alagoana, brasileira e internacional.

Por fim PARABÉNS e o convite, COMPAREÇA VOCÊ TAMBÉM.

18/10/2011

Batalha na batalha por segurança

Estivemos reunidos no 2º encontro por segurança em Batalha, iniciativa e organização do Monsenhor Josevel, que não compareceu por se encontrar enfermo, da comerciante Selma Bulhões e do Sr Vilivaldo, uma liderança no município.
Foi composta uma mesa com a participação do Juiz da Comarca, do Prefeito, do Delegado Regional, do Comandante da Companhia de Polícia Militar, do Presidente da Câmara, do Deputado Estadual da região e representante dos professores.
Cada um dos componentes da mesa proferiram a palavra, tecendo comentários de suas atribuições, deveres e obrigações, dificuldades, carências e possibilidades, além da disposição para contribuir para a solução dos reclamos da população que reivindicou bastante durante a reunião e com justa razão.
Um sentimento foi enaltecido: quem será a próxima vítima.
Claro ficou, também, a necessidade de invocação do Estado como responsável direto pelas garantias individuais dos cidadãos, da  necessidade de organização da sociedade para o correto reivindicar, com o uso devido dos instrumentos legais como o Conselho de Segurança em formação, ajustamento na atuação do Conselho Tutelar e além de outros previstos na constituição federal.
O ponto alto na maioria das falas foi a necessidade de reestruturação da família e sua religiosidade, pois, se a família for bem, consequentemente toda a sociedade estará, sendo bastante recriminado a omissão e a permissividade dos pais para com seus filhos. senão até, sendo reféns de seus próprios filhos.
Foi expressiva e bastante representativa a participação de homens, mulheres e estudantes que lotaram o Clube ABC no centro da cidade.

Parabéns para a Capital da Bacia Leiteira de Alagoas.

07/10/2011

Claudia Petuba é a musa do PCdoB para eleição municipal de Maceió

 Reproduzimos matéria do Blog do Bernardino no site CADAMINUTO

PCdoB de Maceió reúne a chapa de pré-candidatos a vereadores
Foto:Mariana França Moura

A advogada Claudia Petuba confirmou sua candidatura a vereadora por Maceió, tornando-se assim a musa do PC do B, nas eleições municipais de 2012.Na noite desta quarta-feira, 05/10, reuniram-se no Hotel Ouro Branco, na Pajuçara, os pré-candidatos a vereadores pelo PCdoB em Maceió, às próximas eleições de 2012.
O deputado federal Aldo Rebelo, deve vim para o lançamento da candidatura da Claudia Petuba. Ele ficou entusiasmado com a aceitação dela perante a opinião publica, quando aqui esteve depois da eleição que disputou de ministro do TCU.
A reunião, dirigida pela mesa composta pela presidente municipal do Partido em Maceió, Mirelly Câmara, e pelo secretário de Organização municipal, Alessandro Medeiros, contou com a presença do atual vereador pelo PCdoB em Maceió, Marcelo Malta, do vice-prefeito de Marechal Deodoro, também do PCdoB, Dr. Petrúcio, do secretário estadual de Organização, Sinval Costa,  de diversos membros das direções do PCdoB estadual e municipal de Maceió, além do presidente estadual da CTB em Alagoas, Gerivaldo Pontes.
O presidente estadual do Partido em Alagoas, Eduardo Bomfim, convidado a compor a mesa, fez uma saudação aos novos membros e àqueles já filiados ao PCdoB em Maceió que estão se preparando para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió nas próximas eleições.
Eduardo Bomfim falou à plenária de pré-candidatos a respeito da crise política e econômica por que passa o mundo e da situação do Brasil, cuja economia vem crescendo ao contrário de grandes dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e países da Europa, e do novo momento de destaque no cenário internacional que se apresenta para o Brasil, junto a outras nações emergentes, que não estão aplicando as medidas de caráter neoliberal.
Afirmou Bomfim que o PCdoB nesse quadro se destaca, em apoio ao governo da presidente Dilma, no sentido de que avance mais nas conquistas para o povo brasileiro, de mais justiça social e desenvolvimento. Destacou que o Partido age com convicção, fruto da análise da realidade, da reflexão e discussão, e por isso tem crescido, tem despertado o interesse e a confiança. Salientou ser o PCdoB um partido fiel a seus princípios e a seu programa, correto com seus aliados e que respeita seus adversários.
Mostrou-se entusiasmado com o novo momento vivido pelo PCdoB, nos outros estados, em Alagoas e especialmente em Maceió, em que pela primeira vez o Partido deixará de concentrar sua participação nas eleições em um ou dois candidatos, formando uma chapa própria, ampla, em que todos são candidatos da mesma forma e têm possibilidades de crescer no processo eleitoral.
Bomfim afirmou que o PCdoB em Maceió não estará buscando somente a reeleição do vereador Marcelo Malta, estará buscando a eleição do maior número possível de vereadores na capital do estado.
A presidente municipal do PCdoB em Maceió, Mirelly Câmara falou aos pré-candidatos, afirmando que a aposta do Partido no município, de construção de uma chapa própria, com capacidade de sair vitoriosa, vem se mostrando acertada, com a reunião de pré-candidatos qualificados e de expressão na sociedade, nos mais diversos setores.
São já trinta e oito, com perspectivas de ampliação desse número, dentre os quais estão médicos, professores, policiais civis e militares, advogados, agentes penitenciários, lideranças estudantis, femininas e comunitárias, sindicalistas, músicos, capoeiristas, entre homens e mulheres que se dispõem a desenvolver um trabalho que muitos já realizam, em suas comunidades, categorias, junto à população maceioense.
Mirelly apontou a perspectiva de ampliação da discussão política com os pré-candidatos, de sua formação, conclamando pela unidade e espírito de coesão como membros da chapa do PCdoB, de forma que a sociedade venha a identificar um espírito entusiasmado, um caráter diferenciado e tenha confiança de depositar seu voto em qualquer um que esteja se candidatando pelo Partido.
Mirelly enfatizou a importância da troca de experiências e destacou a exepriência vivia por  Cláudia Petuba na eleição de 2010, também pré-candidata, Claudia nas últimas eleições em que disputou pela primeira vez um mandato, de deputada federal, assim como dos jovens, como ela própria, Mirelly, que participaram de sua campanha, do aprendizado com os erros e acertos da campanha, o que poderá ocorrer com vários dos presentes, a maioria candidatos pela primeira vez a um mandato parlamentar.
Alessandro Medeiros, secretário municipal de Organização do PCdoB de Maceió, destacou que é importante que se incentive outras companheiras, mulheres, a se candidatarem também, não só pela exigência legal de participação feminina mínima de 30% na chapa, como pelo incentivo ao crescimento de companheiras que podem ter vontade de iniciar uma militância mais efetiva.
Muitos dos pré-candidatos se expressaram, nessa que foi uma vitoriosa reunião, um pontapé inicial para as eleições de 2012.
Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/10/07/claudia-petuba-e-a-musa-do-pc-do-b-para-eleicao-municipal-de-maceio

06/10/2011

Tributo à Steve Jobs - Pai da Apple



Você tem que encontrar o que você ama.
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005 http://tl.gd/dfr4go · Reply
Report post (?)

18/09/2011

'Não mexa com a Dilma' diz capa da revista Newsweek nos EUA

A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista Newsweek internacional e da edição nacional americana. A revista deve chegar às bancas nesta semana. Com o título 'Don't mess with Dilma' (em tradução literal 'Não mexa com a Dilma'), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidenta.

A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.
Na matéria, a presidenta afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da Newsweek'se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial – diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez empréstimos cautelosos e tem um Banco Central rígido.
A presidenta Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/newsweek-destaca-dilma-na-capa-da-proxima-edicao/n1597216020501.html

A grande Mídia - Não é novidade - só pra relembrar

O mercado de mídia no Brasil é dominado por um punhado de magnatas e famílias.
Na indústria televisiva, três deles têm maior peso: a família Marinho (dona da Rede Globo, que tem 38,7% do mercado), o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (maior acionista da Rede Record, que detém 16,2% do mercado) e Silvio Santos (dono do SBT, 13,4% do mercado).
A família Marinho também é proprietária de emissoras de rádio, jornais e revistas – campo em que concorre com Roberto Civita, que controla o Grupo Abril (ambos detêm cerca de 60% do mercado editorial).
Famílias também controlam os principais jornais brasileiros – como os Frias, donos da Folha de S.Paulo, e os Mesquita, de O Estado de S. Paulo (ambos entre os cinco maiores jornais do país). No Rio Grande do Sul, a família Sirotsky é dona do grupo RBS, que controla o jornal Zero Hora, além de TVs, rádios e outros diários regionais.
Famílias ligadas a políticos tradicionais estão no comando de grupos de mídia em diferentes regiões, como os Magalhães, na Bahia, os Sarney, no Maranhão, e os Collor de Mello, em Alagoas.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110718_magnatas_bg_cc.shtml

16/09/2011

Artesanal ganha exposições - Obra da Família Petuba, em mostra na Galeria Tina Zappoli

ANO 116 Nº 350 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2011
Obra da Família Petuba, em mostra na Galeria Tina Zappoli
Crédito: GALERIA TINA ZAPPOLI / DIVULGAÇÃO / CP

Abre hoje, 19h, na galeria Tina Zappoli (Paulino Teixeira, 35), a mostra "Tapeçaria de Recorte", da Família Petuba, com visitação até 15 de outubro (segunda a sexta, das 10h30min às 12h e das 14h às 19h. As peças, trabalhadas manualmente pelas irmãs Zenilda, Zenaide e Zeneide, filhas de Marinete Petuba, retratam o cotidiano, cultura e tradição do universo sertanejo, revelando de forma lúdica o modo de vida do povo local.

A família cria quadros e painéis bordados com telas, fragmentos de pano, retratando cenas infantis e a vida no interior. Os detalhes e o colorido valorizaram a textura de cada peça, revelando ainda mais o talento e a criatividade das artistas.

A exposição integra as comemorações aos 30 anos da galeria Tina Zappoli, que aposta tanto na arte contemporânea quanto na arte popular brasileira e na arte tribal, sempre com a preocupação de mostrar uma produção cujo valor, muitas vezes, é subdimensionado no Brasil. Em vários países, a arte popular e étnica tem espaço de muito prestígio, e a proposta da galeria é valorizar mais a arte genuinamente brasileira.

No Porão do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10), às 19h, inaugura também a exposição "É Primavera", de Simone Bernardi, que fica em cartaz até 14 de outubro. O trabalho da artista é desenvolvido por meio do processo de recolhimento de tecidos e diversos materiais velhos e novos, sobrepondo vários procedimentos como oxidação, pintura e bordados. Em todo o trabalho, ela reflete questões existenciais, como a da transitoriedade. Tecidos desgastados e surrados são justapostos ao brilho e à delicadeza de cetins, sedas e voais. O tecido é a pele, e as marcas representam passagens.

Já a exposição "Visão 6.5 (do pessoal ao coletivo)" abre ao público hoje, na Sala Aldo Locatelli (Praça Montevidéu, 10), das 9h às 12h e das 14h às 18h. A mostra reúne obras do colecionador Renato Rosa, que exibe parte de seu acervo pessoal, posteriormente a ser doado para a Pinacoteca Aldo Locatelli. Entre outros, trabalhos de Henrique Fuhro, Leo Dexheimer, Danúbio Gonçalves, Xico Stockinger, Hidalgo Adams, Glauco Rodrigues e Carlos Scliar, entre vários outros. Visitação pode ser realizada até o próximo dia 30.

FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=350&Caderno=5&Noticia=338248

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