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Maceió, Alagoas, Brazil
Bancário Aposentado, Escritor, Poeta, Administrador de Empresas, MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação Locução e Apresentação de Rádio e Televisão. Militante do PCdoB.

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A Poupança Presidenta

Não tanto aos arroubos do confisco da dupla Collor/Zélia Cardoso, nem ao sorrateirismo dos sucessivos planos econômicos que sonegaram e/ou manipularam índices de remuneração que geraram grandes prejuízos e acarretaram polêmicas pendências judiciais que se arrastam há anos, tinha que ser nossa Primeira Presidenta a dar uma nova roupagem, um estilo jovem, moderno e flexível, sem desrespeitar os valores já depositado a nossa tradicionalíssima Caderneta de Poupança, advinda da era monárquica com primeiros depósitos dos escravos recém livres.
Indo direto ao assunto, a mudança ocorrida com a criação da POUPANÇA PRESIDENTA, permitam-me assim batizá-la em homenagem a nossa distinta Presidenta Dilma, nada mais será que uma variação da atual poupança que hoje detêm um volume aproximado de R$ 432 bilhões, onde 65% são destinados ao financiamento da habitação, sejam corrigidos, quando 9% atuais da Taxa SELIC atingir o piso de 8,5% a.a. os novos depósitos efetuados a partir de hoje, 04.05.2012, por 70% da Taxa SELIC+TR ao invés dos atuais 6% +TR que continuarão remunerando todo saldo hoje existente, portanto, sem prejuízo nenhum às atuais 100 milhões de cadernetas de poupança existentes no mercado.
O porque disso decorre do compromisso existente e da necessidade implacável de continuar sua política atual de redução dos juros básicos e spreads bancários de nossa economia, sem contudo, provocar um esvaziamento das aplicações em Fundos(Renda Fixa) que hoje monta em torno de R$ 500 bilhões e que são os financiadores da rolagem da dívida pública através de sua aplicação desses recursos em títulos públicos do governo e que também estão atrelados à Taxa SELIC.

A perda de remuneração estimada dos novos depósitos na POUPANÇA PRESIDENTA seria em torno de mais ou menos R$ 6,00 ao ano para cada R$ 1.000,00 aplicados, portanto, valor totalmente desprezível, já que o objetivo maior dessa medida é reduzir de forma substancial as taxas de juros praticadas pelo mercado sem causar grandes impactos nas estruturas de nossa economia porporcionando em contra-partida mais acesso ao crédito, tanto ao consumo como ao financiamento de investimentos, e em volumes maiores fazendo com isso girar todo um movimento de crescimento e desenvolvimento com repercussão em toda a sociedade.
O momento tanto político quanto econômico agregado à grande popularidade que vem atravessando nossa Presidenta Dilma, graças à sua coragem e determinação assertiva em prol de dias melhores e mais justos para o nosso povo não poderia ser o mais adequado para implantação das medidas econômicas publicadas por Medida Provisória numa edição especial de 03.05.2012 do Diário Oficial da União que não terá grandes entraves para uma rápida aprovação no Congresso Nacional.

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