Minha foto
Praia do Francês - Marechal Deodoro, Alagoas, Brazil
Escritor, Poeta e Analista Republicano das Ciências Políticas e Sociais |||

15/02/2012

“O socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem”

Reproduzimos abaixo excelente postagem desta data do Blog do Ticianeli do camarada Alberto Ticianeli. Vejam:

“O socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem”
Miguel Urbano Rodrigues acredita que um socialismo humanizado abrirá ao homem a possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades e de se realizar integralmente, liberto das forças que o oprimem há milênios
 01/02/2012
Nilton Viana - Brasil de Fato
da Redação
“O mundo está num caos em conseqüência da crise global do capitalismo”. Assim, o jornalista e escritor português Miguel Urbano Rodrigues define o atual cenário mundial. Para ele, a crise atual do capitalismo é estrutural. Segundo o escritor, a crise, iniciada nos EUA, alastrou à Europa e as medidas tomadas por Bush, primeiro, e Obama depois, em vez de atenuarem a crise, agravaram-na. “Os EUA, polo do sistema que oprime grande parte da humanidade, mostram-se incapazes de controlar os colossais défices do orçamento e da balança comercial”. 
 Miguel Urbano: crise atual do capitalismo é estrutural -
Foto: Miriam Zomer-Alesc
Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Urbano diz que o grande capital pouco alterou as práticas criminosas e fraudulentas que originaram a crise. Para ele, a fatura é paga pelos trabalhadores que tiveram os seus salários brutalmente diminuídos e suprimidas conquistas históricas. Taxativo, afirma que as guerras fazem parte das alternativas imperialistas e que as agressões militares são sempre precedidas de uma campanha midiática de âmbito mundial. Embora avesso a profecias, Urbano acredita que o socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem de acordo com as suas tradições, cultura e peculiaridades de cada uma. 
Brasil de Fato – O mundo vive hoje uma de suas maiores crises financeiras. Que avaliação o senhor faz dessa crise que tem se agudizado principalmente nos Estados Unidos e na Europa?
Miguel Urbano Rodrigues – O mundo está num caos em conseqüência da crise global do capitalismo. É uma crise estrutural. Nos países centrais a teoria da acumulação não funciona mais de acordo com a lógica do capitalismo e, na busca de uma solução, os Estados Unidos, polo hegemônico do sistema, multiplicam as guerras contra países do Terceiro Mundo para saquear os seus recursos naturais. 
As medidas tomadas pelos governos, a seu ver, resolvem os graves problemas dessa crise? E o agravamento dessa crise, que é estrutural do capitalismo, a seu ver, irá enfraquecer ainda mais o imperialismo?
A crise, iniciada nos EUA, alastrou à Europa. As medidas tomadas por Bush, primeiro, e Obama depois, em vez de atenuarem a crise, agravaram-na. O objetivo foi salvar a banca, as seguradoras e grandes empresas à beira da falência como as da indústria do automóvel. Mais de mil bilhões foram investidos pelo Estado Federal nessa estratégia com resultados medíocres. Um volume gigantesco de dinheiro (os dólares emitidos) foi encaminhado para os responsáveis pela crise, enquanto a principal vítima, os trabalhadores estadunidenses, foi esquecida. Centenas de milhares de famílias perderam as suas casas, e o desemprego aumentou muito em consequência de despedimentos maciços. O grande capital pouco alterou as práticas criminosas e fraudulentas que originaram a crise. É significativo que o atual secretário do Tesouro, Thimothy Geithner, que goza da total confiança de Obama, seja um homem de Walt Street comprometido com as políticas de desregulamentação que tiveram efeitos funestos. 
Na União Europeia, que é um gigante econômico mas um anão político, a estratégia adotada para enfrentar a crise foi diferente. A fragilidade do euro é inseparável do fato de o dólar ser, na prática, a moeda universal cujas emissões são incontroláveis. O Banco Central Europeu não pode imitar Washington. 
A crise atingiu primeiro países periféricos, como a Irlanda, a Grécia e Portugal. A Alemanha e a França, que põem e dispõem em Bruxelas, sobrepondo-se à Comissão Europeia e às instituições comunitárias em geral, impuseram a esses três países “políticas de austeridade” orientadas para a redução drástica dos défices orçamentais e a salvação da banca. A fatura foi paga pelos trabalhadores que tiveram os seus salários brutalmente diminuídos, suprimidas conquistas históricas como os subsídios de Natal e de férias, enquanto setores sociais como a Educação e a Saúde eram duramente golpeados. 
A Itália e a Espanha encontram-se também à beira de um colapso, na iminência de pedirem à Comissão Europeia e ao FMI uma “ajuda” que agravaria extraordinariamente as condições de vida da classe trabalhadora. Na Espanha o desemprego ultrapassa já os 21%. 
A chanceler Merckel e o presidente Sarkosy estão, porém, conscientes de que os efeitos da crise atingem também perigosamente os seus países. O Reino Unido, fora da zona euro, não é exceção; teme igualmente o agravamento da situação.
Neste contexto o futuro do euro e da própria União Europeia apresentam-se sombrios. São a cada semana mais numerosos os políticos e economistas que preconizam a saída do euro de alguns países. 
Obviamente, as tensões sociais na contestação ao sistema assumem características explosivas, sobretudo na Grécia, em Portugal, na Espanha e na Itália. 
Os EUA e as grandes potências da União Europeia puseram fim às guerras interimperialistas, substituindo-as por um imperialismo coletivo. O senhor poderia explicar como têm se dado guerras? 
O imperialismo evoluiu nas últimas décadas para responder à crise do capitalismo. As guerras interimperialistas que na primeira metade do século 20 devastaram a Europa e a Ásia não vão repetir-se; remotíssima essa hipótese. As contradições entre as potências imperialistas mantêm-se. Mas não são hoje antagônicas. 
Um imperialismo coletivo – a expressão é do argentino Cláudio Katz – substituiu o tradicional. 
Os seus contornos principiaram a definir-se na primeira guerra do Golfo e tornaram-se nítidos com as agressões aos povos do Afeganistão, do Iraque e da Líbia. 
Hegemonizada pelos Estados Unidos, formou-se uma aliança tática de que participam o Reino Unido, a Alemanha e a França, além de sócios menores como a Itália, a Espanha, o Canadá e a Austrália, inclusive países da Europa do Leste, ex-socialistas. 
 Estadunidenses protestam em Nova York - Foto: Reprodução
Então é esse bloco imperialista que comanda o mundo hoje e fomenta as guerras? 
A superioridade militar e tecnológica do bloco imperialista permite-lhe, com um custo de vidas reduzido, atacar e ocupar países do Terceiro Mundo para saquear os seus recursos naturais, nomeadamente os petrolíferos.
Isso ocorreu já no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Atinge agora a África com a intervenção militar dos EUA em Uganda. O Africa Comand, por ora instalado na Alemanha, anuncia a criação de um exército permanente para o continente africano, previsto para 100 mil homens. 
Obama já afirmou que a “ajuda militar” (leia-se intervenção) ao Sudão do Sul, ao Congo e à República Centro Africana depende de um simples pedido a Washington.
As guerras têm sido as saídas para o capitalismo. Com essa crise, teremos novas guerras?
As agressões militares são sempre precedidas de uma campanha midiática de âmbito mundial. A receita tem sido repetida com algum êxito. Para impedir a solidariedade internacional com os povos a serem alvo de agressões previamente planejadas e semear a confusão e a dúvida em milhões de pessoas nos países desenvolvidos, os Estados Unidos e seus aliados promovem campanhas de satanização de líderes apresentados como ditadores implacáveis, ou terroristas que ameaçam a humanidade. A invasão do Afeganistão foi precedida da diabolização de Bin Laden – definido como inimigo número 1 dos EUA – e a guerra do Iraque, da satanização de Sadam Hussein. No caso da Líbia, Kadafi , que um ano antes era recebido com todas as honras em Paris, Londres, Roma e Madri, e tratado com deferência por Obama, passou de repente a ser apresentado como um monstro sanguinário que submetia o seu povo a uma opressão cruel. O desfecho é conhecido: a aprovação pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de uma “zona de exclusão aérea” para “proteger as populações”. Logo depois começaram os bombardeios de uma guerra que durou sete meses, definida como “intervenção humanitária”. Sabe-se hoje que a “insurreição” de Benghasi foi preparada com meses de antecedência por comandos britânicos e agentes da CIA, dos serviços secretos britânicos e franceses, e da Mossad israelense. 
Como o senhor avalia as consequências dessa crise para os países pobres, do chamado Terceiro Mundo? 
O custo destas agressões imperiais para os países por elas atingidos tem sido altíssimo. Não há estatísticas credíveis sobre as destruições de infraestruturas e o saque de bens culturais e sobre o número de mortos civis resultante das guerras no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Mas o saldo dessa orgia de barbárie ocidental ascende – segundo grandes jornais da Europa e dos EUA – a centenas de milhares. 
A satanização de Bachar Assad e do seu exército gera o temor de que a intervenção imperial na Síria esteja iminente. Mas o grande “inimigo” a abater é o Irã. Motivo: é o único entre os grandes países muçulmanos que não se submete às exigências do imperialismo. 
Israel ameaça atacar e incita os EUA a bombardear as instalações nucleares de Natanz. Obama conseguiu que o Conselho de Segurança aprovasse vários pacotes de sanções ao Irã, mas o Pentágono hesita em envolver-se numa nova guerra contra um país que dispõe de uma capacidade de retaliar ponderável. A invasão terrestre está excluída e o bombardeio das instalações subterrâneas de Natanz com armas convencionais poderia, na opinião dos especialistas, ser ineficaz. 
O balanço das guerras do Afeganistão e do Iraque não é animador para a Casa Branca. O presidente Obama ao anunciar a retirada das últimas tropas estadunidenses do Iraque sabe que mentiu aos seus compatriotas. Num discurso eleitoreiro, triunfalista, que pode ser qualificado de modelo de hipocrisia, afirmou que os Estados Unidos alcançaram ali os objetivos previamente fixados. Na realidade a resistência prossegue e dezenas de milhares de mercenários substituíram as forças do Exercito e da Força Aérea. Mas qualquer previsão sobre futuras agressões é desaconselhável. Tudo se pode esperar da engrenagem do sistema imperial, comandado por um presidente elogiado como humanista e defensor da Paz quando, na realidade, a sua estratégia de dominação planetária configura uma ameaça sem precedentes à humanidade. 
 Gregos se reúnem em manifestação em Atenas - Foto: Mehran Khalili/CC
Como o senhor avalia o papel de organismos como a ONU, o FMI, o Banco Mundial e a OMC?
O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) são instrumentos do sistema imperial, criados para o servir. Quanto à Organização da Nações Unidas (ONU), há que estabelecer a distinção entre a Assembleia-Geral e o seu órgão executivo, o Conselho de Segurança. A primeira, representativa de quase 200 Estados, é uma instituição democrática, mas as suas resoluções somente produzem efeito se referendadas pelo Conselho de Segurança. Ora este, manipulado pelos EUA, com o apoio do Reino Unido e da França, funciona há muito como instrumento da vontade dos três, até porque a Rússia e a China, os outros membros permanentes, não têm exercido o direito de veto, com raríssimas exceções.
Como o senhor vê os protestos e as mobilizações que têm ocorrido em vários países, na chamada Primavera Árabe, na Grécia e nos Estados Unidos? 
Em primeiro lugar é útil esclarecer que a expressão “Primavera Árabe”, muito divulgada pelos governos ocidentais e pela mídia é, por generalizante, fonte de confusão. Os levantamentos populares no Egito e na Tunísia foram espontâneos e inesperados para o imperialismo. Triunfaram ambos, provocando a queda de Hosni Mubarak e de Ben Ali. 
No caso da Tunisia, a vitória de um partido islamista moderado nas recentes eleições não representa um problema para o imperialismo. Tudo indica que as relações dos Estados Unidos e os grandes da União Europeia com Tunis serão cordiais como eram com o governo da ditadura. 
No Egito tudo permanece em aberto, porque o povo não aceitou o governo dos militares comprometidos com o imperialismo e continua a exigir a sua renúncia.
No Bahrein e no Iémen não houve qualquer “primavera”. Washington e os seus aliados abstiveram-se de criticar os regimes que eram alvo dos protestos populares. No tocante ao Bahrein, base da IV Frota da US Navy, os EUA manobraram de modo a que tropas sauditas e dos Emirados do Golfo invadissem o pequeno país e reprimissem com violência as manifestações.
Os protestos populares na Europa e nos Estados Unidos contra regimes de fachada democrática, que na prática são ditaduras da burguesia e do grande capital apresentam também características muito diferenciadas. 
O acampamento inicial dos indignados em Madri funcionou como incentivo a movimentos similares em dezenas de cidades da Europa e dos EUA. Esses jovens sabem o que rejeitam e os motiva a lutar, mas não definem com um mínimo de precisão uma alternativa ao capitalismo. 
Inspirado pelos espanhóis, o acampamento de Manhattan, realizado sob o lema “Ocupem Wall Street”, alarmou a engrenagem do poder. A solidariedade de intelectuais progressistas como Noam Chomsky, Michael Moore e James Petras contribuiu para que o movimento alastrasse a muitas cidades. 
No caso estadunidense, os protestos foram uma surpressa? Como o senhor analisa a reação do governo dos Estados Unidos a estas manifestações? 
A reação da administração Obama foi inicialmente de surpresa. Mas perante a amplitude assumida pelo movimento recorreu a uma repressão brutal. As conseqüências dessa opção foram inversas das esperadas pelo governo. Os acontecimentos de Oakland, na Costa do Pacífico, demonstraram que a contestação é agora dirigida contra a engrenagem capitalista responsável pela crise que afeta 99% dos cidadãos e beneficia a apenas 1% , tema de umslogan que já corre pelo país. A profundidade do descontentamento popular é transparente. Uma certeza: alarma Obama e Wall Street. 
Paralelamente aos protestos espontâneos referidos, desenvolvem-se na Europa outros, promovidos pelos sindicatos e por partidos revolucionários.
A greve geral de novembro, em Portugal, e as grandes manifestações de protesto ali realizadas traduziram não só a condenação de políticas de direita impostas por Bruxelas e a submissão ao imperialismo, com perda de soberania, como a exigência de uma política progressista incompatível com a engrenagem capitalista. 
É sobretudo na Grécia que as massas exprimem em gigantescas e permanentes concentrações populares a sua determinação de lutarem contra o sistema capitalista até a sua destruição Quinze greves gerais num ano, empreendidas sob a direção de uma Frente Popular na qual o papel do Partido Comunista da Grécia é fundamental, os trabalhadores da pátria de Péricles batem-se hoje com heroísmo pela humanidade inteira.
Frente a esse cenário de crise mundial do capitalismo, qual a alternativa para os povos? Como o senhor vê o futuro da Humanidade?
A única alternativa credível à barbárie capitalista é o socialismo. O capitalismo conseguiu superar desde o século 19 sucessivas crises. Desta vez, porém, enfrenta uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. Os EUA, polo do sistema que oprime grande parte da humanidade, mostram se incapaze de controlar os colossais défices do orçamento e da balança comercial. Forjaram um tipo de contracultura monstruosa que pretendem impor a todo o planeta. Mas o declínio do seu poder é transparente e irreversível. 
Por si só, as gigantescas reservas de dólares e os títulos do Tesouro norte-americano que a China e o Japão acumularam, estimados aproximadamente em dois mil bilhões de dólares, são esclarecedores da fragilidade da economia dos Estados Unidos, um colosso com pés de barro, hoje o país mais endividado do mundo. 
Sou avesso a profecias de qualquer natureza. Mas creio que o socialismo do futuro terá as cores das sociedades que por ele optarem de acordo com as suas tradições, cultura e peculiaridades de cada uma – um socialismo humanizado que abrirá ao homem a possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades e de se realizar integralmente, liberto das forças que o oprimem há milênios. 
Miguel Urbano Rodrigues é jornalista e escritor português. Redator e chefe de redação de jornais em Portugal antes de se exilar no Brasil, onde foi editorialista principal do jornal O Estado de S. Paulo e editor internacional da revista brasileira Visão. Regressando a Portugal após a Revolução dos Cravos, foi chefe de redação do jornal do Partido Comunista Português (PCP) Avante!, e diretor de O Diário. Foi ainda assistente de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, presidente da Assembleia Municipal de Moura, deputado da Assembleia da República pelo PCP entre 1990 e 1995 e deputado da Assembleias Parlamentares do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental, tendo sido membro da comissão política desta última. Tem colaborações publicadas em jornais e revistas de duas dezenas de países da América Latina e da Europa e é autor de mais de uma dezena de livros publicados em Portugal e no Brasil.

Marca que não tem preço - Parabéns PCdoB - Viva Alagoas

O Partido Comunista do Brasil completa 90 anos em 2012

29/10/2011

Arapiraca - 87 anos de Progresso


Neste próximo dia 30 de Outubro de 2011, domingo, a terra de Manoel André, a sua terra, a minha terra, a nossa terra, comemora seus 87 anos de emancipação.

São 87 anos de prosperidade com base na luta de seu povo.

A Terra do Fumo transforma-se a cada dia na Terra do Futuro.

Arapiraca que já teve na década de 70 uma representação política mais expressiva, luta a cada dia,  pelo seu soerguimento político com uma história manchada de sangue de bravo lutadores que tombaram em gestos covardes, traiçoeiros e de inveja. Tempos passados que esperemos jamais retornem, não esquecendo, no entanto, que os insanos e covardes têm o mesmo destino, não entendendo por que assim o são.

Que nesses 87 anos de uma cidade que já vive sua terceira e definitiva idade renovemos nossas forças e esperanças, com trabalho e fé num Deus Supremo, para que ela avance rumo a sua consolidação de celeiro de desenvolvimento econômico e social para abrigar de forma digna nossas futuras gerações.

Salve ARAPIRACA

Viva ARAPIRACA

Que deus nos abençoe a todos.

23/10/2011

UNEAL é sucesso na 5ª Bienal Internacional do Livro em Maceió

Estivemos, eu e minha filha Cláudia Petuba, na noite de ontem, com grata satisfação visitando o estande da nossa UNEAL, não tão imponente como de algumas instituições participantes, mas com certeza, nos proporcionou grande calor humano, com visitas de estudantes, professores, artistas e intelectuais, que se integravam e concertavam em longos e alegres bate-papos com a presença e a liderança marcante de seu professor reitor Jairo Campos.

Desnecessário é citar nomes da intelectualidade alagoana que abrilhantaram marcando presença para se evitar lapsos de esquecimentos com injustiças evidentes, que, entre gole, tragos e petiscos, proporcionaram encontros e rencontros rememorando passagens e escritos em conversas descontraídas, enriquecedoras e, às vêzes, hilárias.

Enquanto estivemos por lá e com o reitor Jairo Campos, assuntos como a sua recente ida a Brasília em busca de novos convenios, suas idas e vindas Arapiraca-Maceió por conta da excelente exposição deste ano, a semente plantada para a nova sede da UNEAL, pitadas de política, enfim, pauta de realizações, conquistas, a luta constante por novos projetos e desafios diários que não o intimidam, ao contrário, parece movê-lo numa sinergia exemplar.

Como se não bastasse a excelente recepção, ainda, fomos presenteados com os livros:

- UNEAL
40 ANOS DE LUTAS E CONQUISTAS cujo título dispensa comentário acerca da abordagem da excelente obra do grande conterrâneo arapiraquense, jornalista Daví Salsa, irmão inclusive de meu colega de trabalho, Cícero Salsa; 

- SOCIEDADE, EDUCAÇÃO e PODER em cuja apresentação diz: "Esta revista é o resultado, em parte, da idealização dos seus organizadores e da convivência do conjunto dos docentes da Universidade Estadual de Alagoas...." que tem contribuição do próprio Jairo Campos, entre outros e,

- DIVERSIDADE CULTURAL
UNIVERSIDADE E ETNIAS NEGRA E INDÍGENA EM ALAGOAS, obra também das hostes da própriauniversidade, onde o próprio Jairo Campos diz na contra-capa: " Este texto tem como propósito registrar essa importante atividade extensionista, para que não caia no obscurantismo e fique registrada esta ação de um grupo de pessoas(professores e graduandos) que, apesar das dificuldades enfrentadas pela UNEAL, mostrou que é possível sair da utopia e, efetivamente, colocar em prática o início de um longo processo de valorização e respeito às minorias."

Queremos, desde já, agradecer a todos que fazem nossa gloriosa UNEAL, no momento representada pela brilhante e humilde pessoa do Professor Jairo Campos, pela calorosa e festiva acolhida em seu estande, com certeza, um porto seguro para cultura alagoana, brasileira e internacional.

Por fim PARABÉNS e o convite, COMPAREÇA VOCÊ TAMBÉM.

18/10/2011

Batalha na batalha por segurança

Estivemos reunidos no 2º encontro por segurança em Batalha, iniciativa e organização do Monsenhor Josevel, que não compareceu por se encontrar enfermo, da comerciante Selma Bulhões e do Sr Vilivaldo, uma liderança no município.
Foi composta uma mesa com a participação do Juiz da Comarca, do Prefeito, do Delegado Regional, do Comandante da Companhia de Polícia Militar, do Presidente da Câmara, do Deputado Estadual da região e representante dos professores.
Cada um dos componentes da mesa proferiram a palavra, tecendo comentários de suas atribuições, deveres e obrigações, dificuldades, carências e possibilidades, além da disposição para contribuir para a solução dos reclamos da população que reivindicou bastante durante a reunião e com justa razão.
Um sentimento foi enaltecido: quem será a próxima vítima.
Claro ficou, também, a necessidade de invocação do Estado como responsável direto pelas garantias individuais dos cidadãos, da  necessidade de organização da sociedade para o correto reivindicar, com o uso devido dos instrumentos legais como o Conselho de Segurança em formação, ajustamento na atuação do Conselho Tutelar e além de outros previstos na constituição federal.
O ponto alto na maioria das falas foi a necessidade de reestruturação da família e sua religiosidade, pois, se a família for bem, consequentemente toda a sociedade estará, sendo bastante recriminado a omissão e a permissividade dos pais para com seus filhos. senão até, sendo reféns de seus próprios filhos.
Foi expressiva e bastante representativa a participação de homens, mulheres e estudantes que lotaram o Clube ABC no centro da cidade.

Parabéns para a Capital da Bacia Leiteira de Alagoas.

07/10/2011

Claudia Petuba é a musa do PCdoB para eleição municipal de Maceió

 Reproduzimos matéria do Blog do Bernardino no site CADAMINUTO

PCdoB de Maceió reúne a chapa de pré-candidatos a vereadores
Foto:Mariana França Moura

A advogada Claudia Petuba confirmou sua candidatura a vereadora por Maceió, tornando-se assim a musa do PC do B, nas eleições municipais de 2012.Na noite desta quarta-feira, 05/10, reuniram-se no Hotel Ouro Branco, na Pajuçara, os pré-candidatos a vereadores pelo PCdoB em Maceió, às próximas eleições de 2012.
O deputado federal Aldo Rebelo, deve vim para o lançamento da candidatura da Claudia Petuba. Ele ficou entusiasmado com a aceitação dela perante a opinião publica, quando aqui esteve depois da eleição que disputou de ministro do TCU.
A reunião, dirigida pela mesa composta pela presidente municipal do Partido em Maceió, Mirelly Câmara, e pelo secretário de Organização municipal, Alessandro Medeiros, contou com a presença do atual vereador pelo PCdoB em Maceió, Marcelo Malta, do vice-prefeito de Marechal Deodoro, também do PCdoB, Dr. Petrúcio, do secretário estadual de Organização, Sinval Costa,  de diversos membros das direções do PCdoB estadual e municipal de Maceió, além do presidente estadual da CTB em Alagoas, Gerivaldo Pontes.
O presidente estadual do Partido em Alagoas, Eduardo Bomfim, convidado a compor a mesa, fez uma saudação aos novos membros e àqueles já filiados ao PCdoB em Maceió que estão se preparando para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió nas próximas eleições.
Eduardo Bomfim falou à plenária de pré-candidatos a respeito da crise política e econômica por que passa o mundo e da situação do Brasil, cuja economia vem crescendo ao contrário de grandes dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e países da Europa, e do novo momento de destaque no cenário internacional que se apresenta para o Brasil, junto a outras nações emergentes, que não estão aplicando as medidas de caráter neoliberal.
Afirmou Bomfim que o PCdoB nesse quadro se destaca, em apoio ao governo da presidente Dilma, no sentido de que avance mais nas conquistas para o povo brasileiro, de mais justiça social e desenvolvimento. Destacou que o Partido age com convicção, fruto da análise da realidade, da reflexão e discussão, e por isso tem crescido, tem despertado o interesse e a confiança. Salientou ser o PCdoB um partido fiel a seus princípios e a seu programa, correto com seus aliados e que respeita seus adversários.
Mostrou-se entusiasmado com o novo momento vivido pelo PCdoB, nos outros estados, em Alagoas e especialmente em Maceió, em que pela primeira vez o Partido deixará de concentrar sua participação nas eleições em um ou dois candidatos, formando uma chapa própria, ampla, em que todos são candidatos da mesma forma e têm possibilidades de crescer no processo eleitoral.
Bomfim afirmou que o PCdoB em Maceió não estará buscando somente a reeleição do vereador Marcelo Malta, estará buscando a eleição do maior número possível de vereadores na capital do estado.
A presidente municipal do PCdoB em Maceió, Mirelly Câmara falou aos pré-candidatos, afirmando que a aposta do Partido no município, de construção de uma chapa própria, com capacidade de sair vitoriosa, vem se mostrando acertada, com a reunião de pré-candidatos qualificados e de expressão na sociedade, nos mais diversos setores.
São já trinta e oito, com perspectivas de ampliação desse número, dentre os quais estão médicos, professores, policiais civis e militares, advogados, agentes penitenciários, lideranças estudantis, femininas e comunitárias, sindicalistas, músicos, capoeiristas, entre homens e mulheres que se dispõem a desenvolver um trabalho que muitos já realizam, em suas comunidades, categorias, junto à população maceioense.
Mirelly apontou a perspectiva de ampliação da discussão política com os pré-candidatos, de sua formação, conclamando pela unidade e espírito de coesão como membros da chapa do PCdoB, de forma que a sociedade venha a identificar um espírito entusiasmado, um caráter diferenciado e tenha confiança de depositar seu voto em qualquer um que esteja se candidatando pelo Partido.
Mirelly enfatizou a importância da troca de experiências e destacou a exepriência vivia por  Cláudia Petuba na eleição de 2010, também pré-candidata, Claudia nas últimas eleições em que disputou pela primeira vez um mandato, de deputada federal, assim como dos jovens, como ela própria, Mirelly, que participaram de sua campanha, do aprendizado com os erros e acertos da campanha, o que poderá ocorrer com vários dos presentes, a maioria candidatos pela primeira vez a um mandato parlamentar.
Alessandro Medeiros, secretário municipal de Organização do PCdoB de Maceió, destacou que é importante que se incentive outras companheiras, mulheres, a se candidatarem também, não só pela exigência legal de participação feminina mínima de 30% na chapa, como pelo incentivo ao crescimento de companheiras que podem ter vontade de iniciar uma militância mais efetiva.
Muitos dos pré-candidatos se expressaram, nessa que foi uma vitoriosa reunião, um pontapé inicial para as eleições de 2012.
Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/10/07/claudia-petuba-e-a-musa-do-pc-do-b-para-eleicao-municipal-de-maceio

06/10/2011

Tributo à Steve Jobs - Pai da Apple



Você tem que encontrar o que você ama.
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005 http://tl.gd/dfr4go · Reply
Report post (?)

18/09/2011

'Não mexa com a Dilma' diz capa da revista Newsweek nos EUA

A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista Newsweek internacional e da edição nacional americana. A revista deve chegar às bancas nesta semana. Com o título 'Don't mess with Dilma' (em tradução literal 'Não mexa com a Dilma'), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidenta.

A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.
Na matéria, a presidenta afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da Newsweek'se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial – diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez empréstimos cautelosos e tem um Banco Central rígido.
A presidenta Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/newsweek-destaca-dilma-na-capa-da-proxima-edicao/n1597216020501.html

A grande Mídia - Não é novidade - só pra relembrar

O mercado de mídia no Brasil é dominado por um punhado de magnatas e famílias.
Na indústria televisiva, três deles têm maior peso: a família Marinho (dona da Rede Globo, que tem 38,7% do mercado), o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (maior acionista da Rede Record, que detém 16,2% do mercado) e Silvio Santos (dono do SBT, 13,4% do mercado).
A família Marinho também é proprietária de emissoras de rádio, jornais e revistas – campo em que concorre com Roberto Civita, que controla o Grupo Abril (ambos detêm cerca de 60% do mercado editorial).
Famílias também controlam os principais jornais brasileiros – como os Frias, donos da Folha de S.Paulo, e os Mesquita, de O Estado de S. Paulo (ambos entre os cinco maiores jornais do país). No Rio Grande do Sul, a família Sirotsky é dona do grupo RBS, que controla o jornal Zero Hora, além de TVs, rádios e outros diários regionais.
Famílias ligadas a políticos tradicionais estão no comando de grupos de mídia em diferentes regiões, como os Magalhães, na Bahia, os Sarney, no Maranhão, e os Collor de Mello, em Alagoas.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110718_magnatas_bg_cc.shtml

16/09/2011

Artesanal ganha exposições - Obra da Família Petuba, em mostra na Galeria Tina Zappoli

ANO 116 Nº 350 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2011
Obra da Família Petuba, em mostra na Galeria Tina Zappoli
Crédito: GALERIA TINA ZAPPOLI / DIVULGAÇÃO / CP

Abre hoje, 19h, na galeria Tina Zappoli (Paulino Teixeira, 35), a mostra "Tapeçaria de Recorte", da Família Petuba, com visitação até 15 de outubro (segunda a sexta, das 10h30min às 12h e das 14h às 19h. As peças, trabalhadas manualmente pelas irmãs Zenilda, Zenaide e Zeneide, filhas de Marinete Petuba, retratam o cotidiano, cultura e tradição do universo sertanejo, revelando de forma lúdica o modo de vida do povo local.

A família cria quadros e painéis bordados com telas, fragmentos de pano, retratando cenas infantis e a vida no interior. Os detalhes e o colorido valorizaram a textura de cada peça, revelando ainda mais o talento e a criatividade das artistas.

A exposição integra as comemorações aos 30 anos da galeria Tina Zappoli, que aposta tanto na arte contemporânea quanto na arte popular brasileira e na arte tribal, sempre com a preocupação de mostrar uma produção cujo valor, muitas vezes, é subdimensionado no Brasil. Em vários países, a arte popular e étnica tem espaço de muito prestígio, e a proposta da galeria é valorizar mais a arte genuinamente brasileira.

No Porão do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10), às 19h, inaugura também a exposição "É Primavera", de Simone Bernardi, que fica em cartaz até 14 de outubro. O trabalho da artista é desenvolvido por meio do processo de recolhimento de tecidos e diversos materiais velhos e novos, sobrepondo vários procedimentos como oxidação, pintura e bordados. Em todo o trabalho, ela reflete questões existenciais, como a da transitoriedade. Tecidos desgastados e surrados são justapostos ao brilho e à delicadeza de cetins, sedas e voais. O tecido é a pele, e as marcas representam passagens.

Já a exposição "Visão 6.5 (do pessoal ao coletivo)" abre ao público hoje, na Sala Aldo Locatelli (Praça Montevidéu, 10), das 9h às 12h e das 14h às 18h. A mostra reúne obras do colecionador Renato Rosa, que exibe parte de seu acervo pessoal, posteriormente a ser doado para a Pinacoteca Aldo Locatelli. Entre outros, trabalhos de Henrique Fuhro, Leo Dexheimer, Danúbio Gonçalves, Xico Stockinger, Hidalgo Adams, Glauco Rodrigues e Carlos Scliar, entre vários outros. Visitação pode ser realizada até o próximo dia 30.

FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=350&Caderno=5&Noticia=338248

13/09/2011

Conferência Estadual de Alagoas traça os rumos para o PCdoB

Alagoas

Foi realizada neste sábado (10), a 16ª Conferência Estadual do PCdoB Alagoas, no Hotel Ouro Branco em Maceió, num auditório lotado, coroando o processo de reconstrução e revitalização partidária levado à frente no estado.
A 16ª Conferência Estadual do PCdoB-AL contou com a presença do deputado federal por São Paulo, Aldo Rebelo, representando a direção nacional do Partido, e com a participação de 110 delegados e convidados, num total de cerca de 130 presentes, dentre os quais importantes lideranças e expressivos membros da sociedade alagoana, retrato vivo da nova conformação do PCdoB em Alagoas.

Submetida ao plenário e aprovada a composição da mesa diretora dos trabalhos e das comissões eleitoral e de sistematização, a Conferência foi aberta pelo presidente estadual do PCdoB-AL, Eduardo Bomfim, que passou a palavra ao representante da direção nacional do Partido, deputado federal, ex-ministro da Coordenação Política da Presidência da República, ex-presidente da Câmara de Deputados e alagoano de Viçosa, Aldo Rebelo.

Aldo Rebelo saudou a Conferência realizada pelo PCdoB-AL e destacou o fato de o PCdoB ser um partido que luta pelo socialismo, citando os avanços que em pouco tempo se tornaram realidade para as populações com a revolução na União Soviética, com a revolução chinesa. Afirmou que o socialismo também sofreu derrotas, a mais grave delas o fim da URSS que era um colosso com influência em todo o mundo e desapareceu na noite para o dia, retalhada.



Com isso, afirma Aldo, os EUA surgiram como se vê hoje, uma potência agressiva, manipulando bandeiras caras à humanidade – direitos humanos, democracia e defesa do meio ambiente – em defesa de seus interesses, da garantia dos recursos minerais exigidos pelos processos industriais das grandes potências. Da mesma forma, no meio ambiente, transformar países em reservas de recursos naturais, usando da ação de organizações não governamentais.

Destacou que a queda da URSS causou confusão e foi lida como o fracasso do socialismo e bandeiras simpáticas, como o ambientalismo, serviram como rota de fuga para a juventude e setores da esquerda. Afirmou que um partido como o nosso exige uma grande responsabilidade de seus dirigentes, para não engrossar a fileira dos desiludidos, não deixando que se retire dessa luta a energia vital da juventude e de diversos setores da sociedade.

Falou ainda da grave crise econômica que vive o mundo, da ofensiva nos países da Europa contra os imigrantes, das guerras, como agora a partilha da Líbia, e os ataques às populações, com a morte sob os bombardeios e a sequelas, como no Vietnã em que até hoje nascem crianças com deformidades causadas pelo agente laranja que envenenou o solo onde se cultiva o arroz.



Afirmou que os EUA ainda são a maior potência econômica do mundo, onde o sistema financeiro recebeu bilhões de dólares do governo mas a crise continua enquanto os bancos hoje apresentam grandes lucros. Falou das revoltas nos países ricos, na Europa, cada vez mais parecidos conosco nas desigualdades. Afirmou: “Essa é a realidade da qual somos contemporâneos. Precisamos compreender qual é o caminho que o Brasil precisa trilhar para se tornar um país desenvolvido, independente”. Destacou que o Brasil se desenvolve ou as bandeiras sociais não se sustentam, porque para fazer frente à situação na saúde, educação, segurança etc., são necessários recursos.

Considera que é indispensável a união das forças políticas, dispersas em vários movimentos, cada um lutando por suas bandeiras. Afirmou que é preciso democracia, justiça social, soberania, um país forte e desenvolvido e que hoje, o centro dessa questão é a questão nacional: ou o Brasil se torna uma potência desenvolvida nos mais diversos campos ou será uma nação irrelevante, secundária, e que o Brasil precisa ser essa potência para ajudar a tornar o mundo melhor, que a América do Sul precisa de um Brasil forte e desenvolvido. Acrescentou que temos responsabilidades que outros países não têm, fronteiras com dez países, 200 milhões de habitantes, uma reponsabilidade irrenunciável frente ao mundo e ao continente. E que temos a responsabilidade de unir as forças capazes de conduzir essas transformações.

Aldo Rebelo concluiu afirmando que é preciso travar uma batalha de ideias para dotar o povo, nossa juventude, dessa consciência, que nenhum movimento ou região do país irá resolver isso sozinho, que é preciso o esforço e o concurso de todos, porque não há atalho para o Brasil superar as dificuldades em busca de seu pleno desenvolvimento. Conclamou que não nos deixemos confundir ou intimidar, contribuir para a sustentação do governo Dilma, trabalhando para que ela faça um bom governo, amplie as conquistas mas com consciência crítica de suas limitações.

Após a saudação e intervenção de Aldo Rebelo, foi composta a mesa, formada pelo jornalista Ênio Lins, o vereador por Maceió, Marcelo Malta, o reitor da Universidade do Estado de Alagoas, Jairo Campos, além de Aldo Rebelo, do presidente estadual do PCdoB, Eduardo Bomfim, e do membro da Comissão Estadual de Organização, Sinval Costa.

A proposta de Resolução Política à 16ª Conferência Estadual do PCdoB-AL

Em seguida, o presidente estadual do PCdoB-AL, Eduardo Bomfim, fez a leitura da proposta de Resolução Política à Conferência, com quatro eixos fundamentais: a batalha de ideias, um diagnóstico da realidade econômica e social de Alagoas, linhas para um novo projeto de desenvolvimento para Alagoas, o processo de construção partidária e o projeto eleitoral para 2012, centro da tática atual do PCdoB no estado.



O diagnóstico da realidade econômica e social de Alagoas

Eduardo Bomfim apresentou um diagnóstico do quadro econômico e social de Alagoas, estado com indicadores sociais que são os mais baixos do Brasil. Os altos percentuais de 62% da população na linha de pobreza, mais de 50% tendo de receber assistência do programa Bolsa Família, uma renda per capita 20% menor que a nordestina e de apenas 40% da renda per capita nacional.

Destacou a grande concentração de renda no estado, em que dos 1.133.203 alagoanos que compõem a população economicamente ativa, uma parcela irrisória, 5%, ganham mais de 5 salários mínimos e um uma grande parte, 48%, recebem até 1 salário mínimo ou mesmo não têm renda permanente (22%). Os péssimos índices educacionais de Alagoas revelam que, conforme dados de 2005, 24% da população economicamente ativa é de analfabetos e 45% têm só o ensino fundamental completo ou incompleto.

Em relação ao setor produtivo, foi apontada a existência de um pequeno parque industrial, uma agricultura com poucos setores com efetivo dinamismo, ausência na área rural de um universo de pequenas unidades produtivas com acesso ao crédito, assistência técnica e incentivo à comercialização, comércio e serviços na sua grande maioria baseados na economia informal.

A estrutura fundiária de Alagoas é marcada por um grande número de pequenos estabelecimentos, 108 mil (82% do total de estabelecimentos), com menos de 10 hectares, correspondentes a apenas 11% da área agrícola do estado, e 5% dos estabelecimentos, 8 mil, maiores de 100 hectares mas com 62% da área agrícola.

Aponta a pobreza e falta de dinamismo na economia alagoana como consequência desse quadro, destacando o enorme salto da população urbana, fundamentalmente pela migração das áreas rurais, agravando os problemas da urbanização e, no caso de Maceió, o surgimento de quase 300 favelas ou outros tipos de aglomerados urbanos na periferia da cidade, com uma população que sobrevive de atividades irregulares e temporárias.

Em resumo, são apontados três fatores fundamentais como razão para esse quadro: a) ausência de um amplo mercado interno, decorrente de uma economia que atenda à demanda regional, que aumente e distribua a renda, procurando incorporar a maioria da população no processo de produção; b) insuficiência de polos produtivos dinâmicos capazes de substituir em maior número possível as importações e realizar exportações para outros estados e para o exterior, promovendo o crescimento regional; c) falta de capacidade de investimento do setor público do Estado e dos municípios.

Destacou a falta de capacidade de investimentos, em especial do Estado alagoano, que passa por dificuldades graves que praticamente o impossibilitam de promover uma estratégia própria de desenvolvimento. Aponta ainda a origem dessas dificuldades: a crise fiscal brasileira nos anos 80, com a diminuição da transferência de recursos da União para os Estados e a crise provocada pelo setor sucroalcooleiro em decorrência da desaceleração do Proálcool também na mesma década do século passado.



Apontou que, com a crescente dificuldade de financiamento, o setor sucroalcooleiro foi buscar na estrutura do governo estadual a complementação de recursos que vinham do governo federal, o que acarretou na própria crise do aparelho estatal. A inadimplência do setor com a companhia energética e com o banco do Estado foi coroada com um acordo fiscal assinado em 1989 que transferiu do Estado para o setor sucroalcooleiro alagoano 1,5 bilhão de reais.

Destacou que, desta forma, nos anos 90 o Estado alagoano esgotou sua capacidade de investimentos e viu-se numa condição falimentar, numa situação de crise que o levou a assinar um acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, o Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal, que exigiu medidas austeras como cortes nos gastos com funcionalismo, reformas administrativas, venda de patrimônio etc. A dívida do Estado continuou a crescer, mais de 300%, sendo o pagamento de serviços dessa dívida maior que todo o gasto com custeio e investimentos. Em função do acordo, o Estado vem desembolsando, desde a sua celebração e durante 30 anos, 15% de sua receita líquida. Aponta que a dívida do Estado, em julho/2011 já atingiu 7,7, bilhões de reais.

Em função desse quadro, afirma que a presença do governo federal em Alagoas, na vida da sociedade e da economia alagoanas, é muito forte. Informa que o Estado arrecada 1,2 bilhão de ICMS ao ano, insuficiente para pagar sua folha de pagamento. Por outro lado, a Previdência Social, o Bolsa Família e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil injetam na economia alagoana 2 bilhões (só a Previdência Social) e 27,3 milhões, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas. Em 2007, os recursos oriundos do governo federal, através desses programas, mais os gastos em políticas sociais permanentes, como educação, saúde e as transferências regulares para o Estado e os municípios, ultrapassaram 4 bilhões de reais, mais os 2 bilhões da Previdência Social, representando no total mais de 40% do produto interno bruto do Estado de Alagoas.

Destaca que, sem o governo federal, Alagoas estaria praticamente inviabilizada, sem falar no caos geral e a dimensão do que seriam as tensões sociais, a violência e a criminalidade que hoje já estão acima da média nacional. Bomfim aponta que esta “federalização” da economia alagoana é que tem permitido um crescimento relativo de Alagoas apesar de muito inferior aos demais estados nordestinos.

Bomfim enfatiza que esse quadro acarretou um tipo de cultura política hegemônica no Estado. Onde mais vale a capacidade de negociar todo o tipo de ajuda oriunda dos ministérios em Brasília, para os municípios e o Estado, dada a extrema dependência das políticas públicas do Estado Nacional. Segundo Bomfim, isso tem provocado o rebaixamento das discussões sobre as orientações econômicas para as soluções de Alagoas. Bomfim destaca que, dessa forma, o pragmatismo político atingiu em Alagoas dimensões mais elevadas e intensificou as tendências ao clientelismo mais elementar, ao contrário de auxiliar na modernização das práticas e das relações políticas.

As linhas para um novo projeto de desenvolvimento para Alagoas

Eduardo Bomfim afirmou que as alternativas para Alagoas implicam na associação direta com os rumos do Governo federal. Na permanência da atual orientação do governo da presidente Dilma com avanços para uma nova estratégia nacional de desenvolvimento do País, mais avançada nos planos econômico e das políticas de desenvolvimento e inclusão dos amplos segmentos dos trabalhadores na vida da nação, reduzindo as taxas de juros, fortalecendo o mercado interno, e investindo pesadamente na infraestrutura das regiões e de Alagoas.



Apresenta a proposta de construção de um Novo Projeto Regional de Desenvolvimento para Alagoas, considerando suas vocações econômicas tradicionais, mas apostando em novas possibilidades de caráter estrutural que efetivamente diversifiquem as alternativas para a industrialização na região, que proponha novas possibilidades de integração econômica de Alagoas com a economia nacional e principalmente encontre identidades e parcerias com os emergentes polos nordestinos.

Que apresente ao governo federal alternativas negociadas à dívida estadual que sufoca Alagoas, cujas proposições deverão ser de cunho econômico, técnico, mas principalmente de caráter político.

Que desenvolva estratégias emergenciais, com base em um planejamento factível e realizável, com vistas à superação das gravíssimas e agudas crises nas áreas de saúde, educação e segurança.

Que elabore um projeto, com etapas definidas, para as dezenas de milhares de pequenos e médios agricultores alagoanos, com custeio, investimento e assistência explicitados, formatação de escoamento da produção, além de construção das condições para a viabilização do mercado interno.

Que defina uma linha de projetos, em parceria com o governo federal, visando à erradicação das favelas em todos os municípios alagoanos e especialmente das 300 favelas de Maceió.

Que proponha estratégias de fortalecimento do turismo em Alagoas tendo como base a construção da infraestrutura necessária, em especial, mão de obra, saneamento, estradas, recuperação e defesa do meio ambiente que está degradado.

Bomfim destaca que esses objetivos não são possíveis de serem alcançados sem a constituição de uma ampla frente política que envolva uma aliança entre diferentes forças políticas do Estado que tenham em comum o interesse de construir uma alternativa para Alagoas que esteja baseada nesses e outros objetivos fundamentais a médio e longo prazos.
Que possuam em comum a visão do papel do Estado nacional na economia alagoana e, evidente, o entendimento de que é fundamental a continuidade e aperfeiçoamento do atual projeto de desenvolvimento brasileiro iniciado no dois governos Lula e agora com a presidente Dilma. O que implica no esforço de aglutinação das forças políticas e econômicas com identidade em linhas de desenvolvimento e decidida participação do Estado regional, persistentes políticas de inclusão social, combinadas com estratégias econômicas de planejamento suficientemente definidas tendo como meta fundamental o soerguimento de Alagoas.

E que também incorpore o PCdoB como força viva e atuante junto a esse objetivo de caráter fundamental para Alagoas na presente etapa da vida do Estado, compartilhando nas esferas política, administrativa, no plano das ideias realizáveis, na aglutinação de vastos setores sociais, da intelectualidade alagoana, nas relações consequentes com o governo federal, contribuindo em parcerias com o necessário somatório de agentes políticos para a consecução desse projeto.

A batalha de ideias

Bomfim destaca que os comunistas apresentam essas alternativas ao quadro atual, conscientes de que a solução maior desses graves problemas que afetam a grande maioria dos alagoanos não surgirá fora dos marcos de um avançado e Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil, que construa efetivamente as possibilidades de uma transição para um novo sistema econômico socialista compatível com as características do País, dos trabalhadores, da identidade cultural do povo brasileiro, sempre reafirmando que esse projeto só será possível se as condições de plena soberania territorial e política da nação estejam asseguradas. Sem a qual será impossível transitarmos a novos e mais elevados patamares do nosso processo histórico de civilização.



Afirma que cabe ao Partido em Alagoas o conhecimento e o domínio dessa realidade regional específica e apresentar alternativas concretas para a superação dos seus graves problemas estruturais e que é exatamente por essa razão que os comunistas apresentam essas propostas, convencidos de que só será possível combater as péssimas condições sociais em que vive a grande maioria da população alagoana se conseguirem criar a união necessária em torno de um amplo campo político sinceramente desejoso de construir uma nova etapa econômica e social para Alagoas.

O que implica no combate lúcido às correntes conservadoras do Estado que exercem o atual poder político com a eleição do governador Teotônio Vilela Filho - PSDB, DEM, PSB, PPS etc, que se beneficiam da continuidade dessa realidade extremante adversa às maiorias alagoanas. Assim, as precondições para a constituição dessa ampla frente baseiam-se na vontade concreta de participação nesse projeto avançado para Alagoas.

Destaca que o PCdoB está consciente de que para a consecução dessa linha política em Alagoas é fundamental travar a luta de ideias em torno dos caminhos do desenvolvimento econômico, das melhores estratégias visando à inclusão social, além do conhecimento científico da realidade regional, reiterando que isso implica na necessidade da construção de um novo e avançado Projeto de Desenvolvimento para Alagoas, nos planos econômico, social e político.

Enfatiza que os comunistas alagoanos precisam não perder de vista a luta maior contra o imperialismo em especial o norte-americano, a atualidade da permanente batalha pela integridade e pela soberania da nação sempre associada às plenas condições do desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Bomfim defende que só será possível o desenvolvimento nacional com a reversão das graves distorções sociais, se tivermos efetivamente uma economia avançada, no campo e na cidade, com investimentos na ciência e tecnologia, diversificação industrial, e uma clara estratégia da defesa da soberania brasileira. Uma economia forte, uma consciência popular avançada e uma nação democrática com uma sociedade consciente da defesa da integridade soberana do País.

Denunciou a nova ordem mundial capitalista, o papel da grande mídia hegemônica internacional e nacional como verdadeiros monopólios de informação e difusão ideológica, que buscam a imobilização do povo brasileiro na consecução dos seus objetivos de emancipação nacional e social.

Bomfim enfatizou mais uma vez a atualidade da gigantesca e estratégica luta de ideias, a importância da formação militante, a difusão da teoria marxista como um pilar central dos objetivos programáticos de transformação da sociedade alagoana e brasileira. Afirmou que o PCdoB em Alagoas precisa assumir como um objetivo de primeira grandeza a constituição dos centros de formação de estudo da realidade alagoana e brasileira, em seus mais amplos aspectos, associados à Fundação Maurício Grabois. O que implica em atrair, em flexível aliança, para o campo das ideias marxistas e do PCdoB a intelectualidade progressista alagoana.

Lembra que já se disse que a teoria é a análise concreta da realidade concreta. Mas para isso é fundamental o domínio dessa mesma realidade além do esforço para a compreensão da teoria marxista. A experiência, a sensibilidade na atividade política têm insuficiente valor se não estiverem associadas a esses pressupostos e as possíveis vitórias serão efêmeras, passageiras.



O processo de construção partidária e o projeto eleitoral para 2012, centro da tática atual do PCdoB no estado

Bomfim afirma que o PCdoB nessa nova etapa de revigoramento ideológico e organizativo partidário, do aumento da sua inserção na realidade alagoana, necessita dominar as complexas relações que existem no mundo da grande política do Estado. Que por sua vez correspondem aos diversos interesses de classes no contexto regional. Precisa considerar o nível concreto de compreensão da sociedade para definir a sua ação política, ao mesmo tempo travando a luta de ideias e não rebaixar a sua ação e os seus objetivos estratégicos e táticos.

Destaca que o conhecimento dessa realidade regional associado às linhas gerais da luta política nacional, ao projeto nacional do PCdoB, ao acompanhamento dos grandes movimentos da luta política nacional é que possibilitará aos comunistas alagoanos uma melhor capacidade de intervenção no Estado. Ao lado da ação na grande política é fundamental a associação com a luta dos trabalhadores, da juventude, das mulheres e as suas organizações de massas mais expressivas, sempre se esforçando na elevação do nível de consciência dessas massas. Assim, o movimento estudantil com a sua grande tradição de lutas, tanto universitário como secundarista, com a UNE e a UBES, o movimento sindical no campo e na cidade, com a CTB, e a construção de uma grande organização das mulheres alagoanas, a UBM, devem ser alvos prioritários da atividade dos comunistas. A divulgação do programa socialista do PCdoB deve ser intensificada, de maneira viva sempre ligada às condições de vida da população alagoana.

Enfatizou que os comunistas devem continuar com os atuais e vitoriosos esforços na construção do Partido no Estado, sempre ampliando os seus fóruns por áreas, as suas organizações populares nos bairros dos municípios, na organização das bases do Partido na juventude, assim como o fortalecimento da UJS.

Bomfim afirmou que o projeto eleitoral dos comunistas para 2012 é de certa maneira um desenvolvimento da tática eleitoral de 2010, quando se iniciou a construção de uma ampla frente política em torno da candidatura a governador de Ronaldo Lessa (PDT) e das candidaturas ao Senado de Renan Calheiros (PMDB) e Eduardo Bomfim (PCdoB), formando assim o núcleo majoritário da frente de oposição ao Governo do Estado composta pelo PMDB, PT, PDT, PCdoB além de outras legendas.

Acrescentou que, ao que tudo indica, a tendência nas próximas eleições será a da manutenção dessa frente às eleições municipais e a incorporação em Maceió do prefeito Cícero Almeida (PP). Afirmou que a experiência demonstra que nos pleitos municipais as características de cada lugar tendem a uma certa pulverização das composições entre os partidos de acordo com as disputas políticas e eleitorais de cada município e que não se deve considerar de maneira rígida o arco de alianças principal porque há o risco de incorrer em uma compreensão incorreta dos diferentes panoramas políticos que se formam nos municípios. O Partido e sua direção estadual precisam dominar o complexo e rico cenário que há nos mais diversos municípios alagoanos, acompanhar com a justa flexibilidade as realidades diferenciadas onde o PCdoB irá disputar as eleições, ajudando as direções municipais às melhores composições tanto do ponto de vista político quanto eleitoral.

Afirmou que o PCdoB irá apresentar candidaturas a vereador em dezessete municípios num total de cerca 200 candidatos. Em dez desses municípios apresentará chapa completa a vereador. Lançará um candidato a prefeito, a reeleição do companheiro Titor à prefeitura de Satuba e também a reeleição do companheiro Petrúcio à vice-prefeitura do município de Marechal Deodoro.

Afirmou ainda que o PCdoB necessita imperiosamente aumentar o número dos seus vereadores e prefeitos em Alagoas na batalha eleitoral de 2012 e acumular forças para as disputas maiores de 2014, se desejar realmente intervir como protagonista de primeira grandeza no complexo cenário estadual, com as propostas de mudanças, o seu projeto alternativo às dificuldades econômicas e sociais do Estado de Alagoas. Deu particular destaque, pela sua importância, à campanha à Câmara de vereadores de Maceió onde já temos a presença do camarada Marcelo Malta como representante das posições comunistas junto à população de Maceió. Indicou o grande desafio do projeto eleitoral de construir uma bancada na capital do Estado. A influência das nossas posições junto ao povo alagoano depende substancialmente do papel de protagonista de primeira grandeza em Maceió. Exatamente por isso a ousadia de construção de uma chapa própria para as eleições de vereador em 2012.

Destacou ainda a construção do partido no município de Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas que aumenta dia a dia a sua importância populacional, econômica, política e social como um grande centro agrícola e comercial, que cresce e se dinamiza em surpreendente velocidade, transformando-se atualmente no grande vetor de desenvolvimento regional. Afirmou que o PCdoB precisa urgentemente continuar avançando em seu projeto de construção do partido em Arapiraca e em um esforço auxiliar à nossa realidade atual nesse município, ousar um projeto eleitoral factível, lançando, em coligação bem trabalhada, um candidato com a visibilidade e alguma representatividade que a dimensão do município exige. Enfatizou a urgência de um representante da legenda comunista na Câmara de vereadores de Arapiraca.



Os debates e o Informe de Organização

Em seguida foram abertas as inscrições, e feita a leitura do Informe de Organização pelo membro da Comissão Executiva Estadual de Organização, Sinval Costa.

Sinval afirmou que nesse processo de conferências, a direção estadual aprovou duas grandes linhas de ação. A primeira, a reorganização e renovação da direção do partido em mais de trinta Comitês Municipais, analisados caso a caso. A segunda importante decisão foi a não renovação de comissões provisórias vencidas, considerando-se a falta de sintonia da direção do partido nesses municípios com os objetivos político-partidários do PCdoB-AL.

Afirmou que o Partido está preparado para ser maior e mais atuante em Alagoas. Foram percorridos vários municípios nesse processo de conferências, reorganizados vários Comitês Municipais e eleitas novas direções do partido, acrescentando que nas Conferências, na construção e renovação das direções é que vem sendo definido o projeto político e partidário. Assegurou que será dada continuidade ao processo de construção partidária, pelo acompanhamento aos comitês municipais criados, pelo projeto de formação de quadros e militantes, pela maior inserção do Partido nas frentes de massa.

Destacou o cumprimento às Resoluções do 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido e do 4º Encontro Sindical Nacional, reafirmou o Estatuto do PCdoB como principal ferramenta de trabalho assim como o Programa Socialista para o Brasil, e pontuou as diretrizes para o projeto político eleitoral 2012 do PCdoB em Alagoas.



Os delegados em suas intervenções aprofundaram determinados pontos da Resolução Política proposta à Conferência, como o caso de Givanildo Ferreira, Secretário de Organização do PCdoB no Pilar, que falou a respeito da crise que atingiu o setor sucroalcooleiro de Alagoas, no período dos anos 80-90, com o fechamento de usinas, migração para as cidades de grandes contingentes de trabalhadores, desempregados, com a criação e agravamento de problemas nas cidades alagoanas.

Também Genival Cardoso, Secretário de Organização do PCdoB em São Miguel dos Campos, que atua no movimento sindical rural da região, destacou outro problema, da mecanização acelerada no cultivo e colheita da cana-de-açúcar em Alagoas, reduzindo em proporções muito sérias os empregos dos trabalhadores rurais empregados na agroindústria do açúcar e do álcool no Estado, apontando a necessidade do PCdoB se debruçar sobre esse assunto.



Cláudia Petuba, diretora da UNE e membro da direção municipal do PCdoB de Maceió, parabenizou a Conferência vitoriosa, nesse momento de construção do Partido e saudou o projeto de Resolução Política, ressaltando a importância do conhecimento da realidade do Estado e dos Municípios, principalmente pelos que se propõem às candidaturas nas próximas eleições.

Luciano Rezende, dirigente do PCdoB em Piranhas, a respeito da educação, disse que apesar dos pesados investimentos feitos pelo governo federal, com a expansão da universidade e das escolas técnicas pelo interior do Estado, os responsáveis pelos municípios não dão qualquer apoio ao projeto e aos estudantes.

Mirelly Câmara, presidente do Comitê Municipal de Maceió, destacou a importância do Programa Socialista para o Brasil do PCdoB, sua discussão e divulgação, na construção do Partido e enfrentamento das tentativas de intimidação ou cooptação pelas forças conservadoras no Estado.



Destacamos a intervenção de Ênio Lins, jornalista, ex-membro do Comitê Central, ex-vereador em Maceió, ex-secretário municipal e estadual de Cultura em Maceió e Alagoas, e ex-diretor da Rádio e TV Educativa no Estado, que passará a assumir a direção da Fundação Maurício Grabois em Alagoas, que enfatizou a importância do estudo da realidade alagoana e brasileira.

O Reitor da Universidade do Estado de Alagoas – UNEAL, Jairo Campos, vice-presidente do PCdoB de Arapiraca, ingressou no Partido há pouco, mas o fato já ganhou destaque na imprensa local. Afirmou que mesmo com a expansão da universidade pública pelos municípios alagoanos, e a criação de um sem número de faculdades privadas, ainda é ínfima a participação dos que têm acesso ao ensino superior no Estado.

Dentre várias outras intervenções, o Secretário Estadual de Finanças, Robson Câmara apresentou o Informe de Finanças para o PCdoB em Alagoas que, de um ponto de vista histórico, relatou a importância da sustentação financeira do Partido, suas atividades e lutas. Afirmou que nas condições atuais de exercício da política, essa passou a ser uma atividade muito cara, sustentada por grandes grupos econômicos que financiam a atividade dos partidos que defendem nas varias instâncias políticas os seus interesses. O que não é o caso do PCdoB.

Robson Câmara enfatizou que o PCdoB ampliou bastante sua presença na sociedade brasileira, tem sido uma força destacada na luta dos interesses nacionais e populares, tem desempenhado importante papel na construção de uma prática política ética e consequente. Mas muito do que o PCdoB faz não chega ao conhecimento do grande público e que um elemento importante para a superação dessa debilidade é a ampliação, em muito, das receitas financeiras para com isso haver condições de incremento da atividade do Partido. Frisou que para isso o elemento essencial é a contribuição financeira regular, constante, por parte dos militantes e amigos e todas as pessoas dignas que buscam um novo rumo para nosso país.



Discutida e aprovada por unanimidade a Resolução Política proposta à 16ª Conferência Estadual do PCdoB-AL, a comissão eleitoral apresentou o novo Comitê Estadual, cuja composição reflete a renovação do Partido em Alagoas, com a incorporação de novos dirigentes municipais, que trazem para a nova direção estadual a expressão de diferentes setores sociais, com a ampliação da participação dos trabalhadores, em especial com a incorporação dos presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de São Miguel dos Campos, Josefa Soares, e de Colônia Leopoldina, Benedito Adelmo, dentre outros trabalhadores.

Além da eleição da nova direção estadual, a Conferência aprovou a indicação de permanência de Eduardo Bomfim na presidência do PCdoB-AL, e foram apresentados os demais membros da nova Comissão Política proposta: Alba Correia, Carlos Muller, Cláudia Petuba, Edvaldo Nascimento, Gerivaldo Pontes, Lindinaldo Freitas, Marcelo Malta, Maria Yvone Loureiro, Mirelly Câmara, Robson Câmara, Selma Villela e Sinval Costa. Foi ainda apresentada a proposta da primeira vice-presidência do PCdoB em Alagoas ser ocupada por Marcelo Malta e a segunda vice-presidência por Cláudia Petuba, que deverão ser referendados na primeira reunião do novo Comitê Estadual.

Para ler a íntegra da Resolução Política e do Informe de Organização aprovados pela Conferência, além dos comentários do Secretário Nacional de Organização, Walter Sorrentino, acerca do trabalho realizado pelo PCdoB em Alagoas, neste processo de realização das Conferências, veja em:

http://www.portaldaorganização.org.br/?p=8263

Não deixe Nosso Brasil Virado

 Deputados, em sua grande maioria do PL, do Centrão e de Direita, continuam Chantageando e Condicionando os Direitos e as Vantagens para Pov...