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Maceió, Alagoas, Brazil
Bancário, Escritor, Poeta, Administrador com MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação SindRádio em Rádio-TV.e Militante do PCdoB.

Claudia Petuba diz" campanha eleitoral em Alagoas tem muitos resquícios de coronelismo"

Aos 22 anos ela nasceu em Arapiraca tem uma meta para 2012 ser vereadora pelo PC do B em Maceió
A comunista Cláudia Petuba, que foi candidata a deputada federal pelo PC do B nas eleições de 2010, disse "em Alagoas a batalha eleitoral é muito intensa, com muitos resquícios de coronelismo, com poucas famílias se perpetuando e dominando a política, economia e meios de comunicação."
Para ela, mostrar que é possível fazer uma campanha eleitoral diferente disso, que há alternativas políticas já é motivador. As desigualdades são profundas em Alagoas, mais de 60% da população vive na pobreza ou miséria; um estado rico, mas riqueza concentrada nas mãos de poucos. Saber que a mudança desse cenário é possível com uma política acertada é ainda mais estimulante.
Ela nasceu na cidade de Arapiraca, considera muito feliz e posso dizer que aos 22 anos estou contente com o meu rendimento.
Sobre o seu futuro politico, Claudia Petuba, revelou "Sei que num futuro próximo, quem sabe já no ano que vem (2012), espero concretizar minha enorme vontade e desejo de ser professora universitária e consolidar uma candidatura vitoriosa para a Câmara de Vereadores de Maceió."
Em 10 anos gostaria de estar casada, quem sabe com filhos, dar aulas em universidades, não sei bem onde, mas espero já estar com muito serviço prestado para o meu Brasil e seu povo trabalhador, comentou ela.
Veja o quanto ela já venceu etapas: bacharel em Direito FAA e estudante de Administração EAD UFAL. Militante do movimento estudantil. Coordenadora Geral do DCE UFAL e Diretora da UNE em AL. Membro da Direção Estadual da União da Juventude Socialista – UJS e do Comitê Estadual do PCdoB. Quer dizer, aos 22 anos (podia ser dito?), já está cursando uma pós-graduação latu sensus em Direito Público, em breve tentará entrar num mestrado strictu sensus) e ainda foi candidata do PCdoB a deputada federal.
Quem é você, Cláudia Petuba? Quer dizer, como você chegou a ser quem é…
Sou uma jovem alagoana, com muitos anseios e desejos, amo o meu país, meu estado, vejo a vida com simplicidade, encontrei-me na política, sou amante e defensora da liberdade, não me conformo com injustiças. Gosto de ler, estar na companhia dos amigos, ver e jogar futebol – no ataque, fazendo gols de preferência. A letra da música “Canto do chão”, composta por artistas alagoanos na década de 80 traduz bem a essência da minha vida: “Latinamente ser, livremente estar, brasileiramente amar”. Os fatos que aconteceram na vida, nada de extraordinário, naturalmente me fizeram ser o que sou, uma pessoa simples e descomplicada.
A família e seu entorno tiveram que papel nessa trajetória? Como é tua família? O sobrenome é de Alagoas mesmo?
Minha família é enorme, unida e divertida. Toda ela, assim como eu, é de Arapiraca, a segunda maior cidade do estado, localizada no agreste, a muitas gerações vive na mesma região. Logo, imagino que os sobrenomes estranhos (Claudia Aniceto Caetano Petuba) tenham se originado por aqui mesmo, minha pesquisa para tentar descobrir sua origem foi mal sucedida. Sempre escutei muitas piadas por causa deles (os sobrenomes), em especial na infância, mas sempre achei muito legal ter um sobrenome diferente. Depois que o “Petuba” ficou mais em evidência, sempre perguntam se é por que eu perturbo muito, antes que alguém por aqui também pergunte, digo logo que não (hehehe)! Minha família me inspira muito, meus avós maternos foram criados e formaram sua família na zona rural, tirando o sustento da terra, minha mãe e meus tios foram criados na roça, batalharam muito para concluir os estudos, a maioria deles só o conseguiram depois do casamento, a parte paterna também, mas enfrentou tudo na zona urbana. Mas hoje, orgulhosamente, tenho tios professores, motoristas, médico, uma mãe pedagoga e um pai bancário, que incentivam muito os estudos das novas gerações. Toda ela floresceu sob dois princípios que hoje também me norteiam: solidariedade e honestidade. Falei muito, mas você foi perguntar logo da família, não poderia falar pouco! Hehehe…
Consciência política mesmo veio como? Como você chegou à UJS e ao PCdoB? Teve apoios e influências?
Não sei bem como veio, desde que me entendo por gente eu gosto de ler e ver jornal, saber o que acontecia no resto do Brasil e do mundo, assistir aos guias eleitorais, falar sobre assuntos considerados “sérios” para as crianças. Lembro que quando tinha 8 ou 9 anos estava no carro com meu pai e ele reclamava que a estrada estava cheia de buracos (que por sinal continua até hoje), na hora eu respondi que ele não se preocupasse que um dia eu iria me candidatar e resolveria o problema; não sei de onde saiu aquela idéia, na minha família ninguém nunca havia se candidatado a nenhum cargo, sequer alguém havia se filiado a algum partido, na minha rotina não escutava nada sobre política, mas aquilo me encantava. Só fui relembrar desse fato durante a campanha do ano passado, que eu não imaginava que disputaria. Sempre fui metida a ser representante de turma, quando estudava sobre história e via o papel e conquistas do movimento estudantil, lamentava não ter tido a oportunidade de participar de algo tão grandioso e importante liderado por jovens. Na faculdade, no início do curso, alguns estudantes de outra instituição passaram na minha sala numa campanha para organização de CA’s, foi empolgante escutar aquelas falas, saber o que era um CA e que o movimento estudantil ainda existia, ajudei a fundar o Centro Acadêmico do meu curso e entrar em contato com outros CA’s. Atuava de maneira independente, embora tivesse contato com alguns grupos de juventude e do movimento estudantil e juventude de alguns partidos, tinha acabado de tirar meu título de eleitor e estudava o programa de alguns partidos, queria conhecer melhor a política partidária. Mas a postura e atuação dos militantes da UJS e do PCdoB se assemelhavam mais às minhas, até que fui para o Congresso da UNE de 2007: fiquei impressionada com a grandiosidade e organização da UNE, do movimento estudantil e da UJS, pensava no porque de não ter vivenciado aquilo antes. O congresso e as propostas me fizeram enxergar o quanto a minha vida e os meus sonhos eram limitados, que eu poderia e deveria ser mais ousada, poderia fazer muito mais, não só por mim, mas pela educação e pelo Brasil, pois os desafios e as demandas eram muito grandes. Alguns meses depois me filiei a UJS e pouco depois ao PCdoB. Comecei a entender muita coisa que eu sentia e não entendia, a desigualdade social me incomodava muito, comecei a descobrir como poderia ajudar. Militando na UJS e no PCdoB a verdadeira Cláudia que estava escondida dentro de mim foi desabrochando. Meu pai sempre compreendeu e apoiou minha militância, isso me ajudou muito, e a poucos meses ele também virou um “militante de carteirinha”.
Tua campanha foi enormemente motivadora. Qual foi o segredo dela?
Foi pensada, organizada e desenvolvida com muita vontade e garra, não apenas minha, mas de toda a militância que se envolveu. A campanha foi tocada por uma galera jovem, que se deparou com a pouca ou nenhuma experiência e muitas dificuldades e soube responder a tudo muita energia, alegria e animação.Ficamos orgulhosos do que fomos capazes de fazer.

Fonte:
http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/08/01/claudia-petuba-diz-campanha-eleitoral-em-alagoas-tem-muitos-resquicios-de-coronelismo

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