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Bancário, Escritor, Poeta, Administrador com MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação SindRádio em Rádio-TV.e Militante do PCdoB.

Dilma Presidente: um novo tempo para lutas e conquistas

Artigo publicado por André Tokarski *
A eleição de Dilma Roussef, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República no Brasil, renova um novo tempo de esperanças e possibilidades de conquistas para o nosso país e em especial para a juventude. Avançamos muito durante os quase 08 anos de Governo Lula. Vista antes como um problema, a juventude ganhou visibilidade com programas e ações do Governo Federal, conquistou direitos importantes e hoje pode efetivamente se transformar em um agente protagonista desse novo projeto de desenvolvimento em curso no Brasil.

Passadas as merecidas comemorações por essa importante vitória popular, nossa tarefa agora é apresentar para a próxima Presidente, para o Congresso Nacional e para os movimentos sociais, novas bandeiras e propostas, um conjunto ousado de medidas para aprofundarmos as transformações iniciadas com o Governo Lula.

A vitória de Dilma é o êxito de um projeto que congrega forças progressistas em torno de um programa que combina soberania nacional, desenvolvimento econômico, distribuição de renda, inclusão social e liberdades políticas. Dilma contará no Congresso com uma maioria parlamentar consolidada, tanto na Câmara, quanto no Senado. Tem o apoio também da maioria dos Governadores eleitos, e a expressiva votação obtida, mais de 56 milhões de votos, lhe confere grande autoridade e força política diante de todo o povo brasileiro.

É portanto um cenário fértil para obtermos mais avanços e conquistas. Desperdiçar essa oportunidade seria uma grande derrota para todo o povo. É ai que entra o papel da juventude e dos movimentos sociais: temos que apresentar um conjunto de novas bandeiras e propostas, uma plataforma ousada de políticas públicas que reconheça os mais de 50 milhões de jovens brasileiros como parte fundamental da realização de um país justo, soberano e democrático.

O ano de 2011 deve ser um período de intensas mobilizações juvenis. Esse é o principal caminho para obtermos conquistas importantes. Logo no início de janeiro a Cidade Maravilhosa receberá milhares de estudantes de todo o Brasil. É o movimento estudantil mobilizado para participar do 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, do 1º Encontro de Grêmios da UBES e da 7ª Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes. De forma muito acertada, as entidades estudantis convocam os estudantes brasileiros e suas entidades de base para já no início do novo governo pautar bandeiras e reivindicações para esse novo período. É também uma grande oportunidade para fortalecer a luta dos estudantes pela aplicação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal em educação.

Devemos também pautar entre as organizações juvenis propostas relacionadas as oportunidades que a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016, abrem para a juventude. Precisamos também aprofundar o debate sobre a relação entre educação e o trabalho, além de construir medidas que garantam o trabalho decente e qualificado para a juventude. A luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais está também entre as prioridades das pautas juvenis.

O tema do meio ambiente e da cultura também precisa ganhar relevo na agenda política. O desenvolvimento do país, em seu conceito mais abrangente e progressista, só ocorre efetivamente quando acompanhado da valorização do trabalho e na melhoria de suas condições, da qualificação e do fortalecimento da educação pública, da distribuição de renda, do enriquecimento cultural e político de toda a sociedade e da utilização sustentável dos recursos naturais.

Temos também uma grande oportunidade para fortalecer e ampliar a participação juvenil. A realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude, já convocada pelo presidente Lula, deve servir para consolidar esse canal de participação e efetivamente transformar em políticas de Estado as Políticas Públicas de Juventude. Reivindicamos da Presidente Dilma que eleve a política de juventude do Governo Federal ao centro das decisões e trate a pauta juvenil como um assunto estratégico para nosso país.

Esse é apenas o começo, trazemos em nossas mãos a vontade desmedida de lutar e de construir a nossa história. Com uma mulher guerreira na Presidência do nosso país, nossa grande luta é transformar todas as possibilidades de avanços em realidade.
* 26 anos, é Presidente da UJS e membro do Comitê Central do PCdoB. Publica seus artigos também no blog: http://juventudenarede.wordpress.com

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