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Maceió, Alagoas, Brazil
Bancário Aposentado, Escritor, Poeta, Administrador de Empresas, MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação Locução e Apresentação de Rádio e Televisão. Militante do PCdoB.

Java

Eu tive um sonho

Eu tive um sonho,
nele o mundo se degredava,
era uma forte explosão,
um vendaval que arrasava.

Parecia ter visto um míssil,
que na terra estourara,
como se no mar não estava,
assim mesmo tudo despedaçara.

Naquela tormenta toda,
num resto de nada me escondia,
prédios, paredes e casas caiam,
algo desmanchava e eu comia.

Acordando a agonia não parou,
viagem no começo do dia,
preocupação reinava em dor,
e bombas na Russia explodia.

Sonhos nos encorajam,
o real nos entristece,
as tragédias nos abalam,
Só Deus nos fortalece.

Recanto das Letras em 30/03/2010
Código do texto: T2166828

Ó Deus, em quem devemos confiar !

Vivemos num momento de nossa sociedade em que personalidades outrora exemplares, hoje nos parecem deploráveis, sendo o inverso de igual forma a nos espantar.
Como saber se há sinceridade numa denúncia jornalística ou se é uma revanche por negócios mal sucedidos ?
Como saber se a promoção de determinado posto de gasolina não é um engodo para encobrir fraude fiscal, combustível adulterado ou mercadoria roubada ?
Como fazer uma doação para uma boa causa e termos a tranquilidade de que não seremos lesados e assistirmos a uma farra às custas da miséria alheia ?
Muitas são nossas dúvidas e hesitações, por quanto vivermos essa falta de empatia, de amor pelo próximo, de sinceridade entre os homens de boa fé, de valorização do trabalho, do reconhecimento de direito autoral, de crermos no original, de valorizarmos a obra e muito mais o artista.
Saudosa lembrança dos tempos do vereador voluntário, sem salários de marajás, mas, sim, de verdadeiros servidores do Estado e subservientes do povo seu verdadeiro patrão.
Não queremos Esquerda, Direita, Centro, Reconstrução Nacional, Verde, Sol, Frentão, Chapão ou outras invencionices do momento e do oportunismo.
Devemos lutar por vergonha, respeito, ética, responsabilidade, transparência, resultados verdadeiros convertidos em educação, saúde, segurança, emprego, renda, progresso e desenvolvimento.
Alertemo-nos para Velhos Santos e Antigos Milagres.
Fiquemos atentos e tentemos acertar em quem devemos confiar !

DESIDERATA (Autor desconhecido)

Siga tranqüilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se viva em harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.
Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo, principalmente não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude, alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado; mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo, vão cumprindo o seu destino.
Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba e quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, do desencanto e agruras, o mundo ainda é bonito.
Seja prudente.
FAÇA TUDO PARA SER FELIZ

Escravos da Liberdade

Quem no Universo poderá dizer que desfruta da liberdade em sua plenitude ?
A história está cheia de irreverentes ditadores escravos de sua própria tirania, de poderosos minguados pelo poder, de grandes menores que sua sombra.
Os francos alardeiam a liberdade, porém, escravizados pela falta de sinceridade.
Nosso maior opressor, somos nós mesmos.
Somos escravos do amor, escravos da paixão, escravos dos desejos, escravos do ódio, escravos de nós mesmos, sempre escravos.
Nunca nos sentiremos plenamente felizes e graças à Deus, pois, sempre haverá felicidade a ser conquistada no horizonte porque sempre haverá esperança.
Felizes os que foram e esperançosos os que vivem. Por isso, temos que ser felizes com o que dispomos e não com o que queremos.
Comemoremos a vitória na batalha de cada dia e não esperemos vencer a guerra da vida que triunfará apenas com a morte.
A felicidade está em torno de nós, nas pequeninas coisas que não queremos enxergar.
É eu, é você, são eles, somos nós, é o que está dentro de mim, é o que está em você, é o que está com eles, é o que está entre nós.

Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2007 Código do texto: T740467

O pai ainda não cresceu

Iniciávamos o ano de 2000, na cidade de Petrolina (PE), os meus filhos estudavam num dos bons colégios da região, uma das mais belas do submédio São Francisco.
"Petrolina Juazeiro, Juazeiro Petrolina, todas duas eu acho uma coisa linda, eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina" hê, Luiz Gonzaga.
Velhos tempos, boas lembranças.
Numa dessas recordações, no início do período de matrículas, meu filho caçula, o Caique, terminara a fase dos períodos infantis, e, haja anos infantis e eu matriculava os três lá de casa, o mais novo, Cláudia e Camila.
Conversei com o pessoal do colégio da possibilidade de matricular o Caique direto no primeiro ano fundamental, já contava com sete anos de idade, sem que ele tivesse que frenquentar a alfabetização, senão, seria mais outro ano e eu já não aguentava mais tantos, à fio.
Foi uma polêmica danada:
- vem o diretor e diz: Não, não pode;
- a coordenador dizia: realmente não pode;
- a psicóloga ameniza com: vamos ver;
- a mãe diz: Paulinho, deixa de insistência, e
- eu: se não for como eu quero, não dá mesmo, tiro todos da escola!
Então, depois de reuniões e de tantas celeumas, chegamos ao entendimento de que ele frenquentaria o primeiro ano na condição de ser reavaliado ao tres e aos seis meses e caso seu desempenho não fosse suficiente, ele, o Caique, retornaria para a tal da alfabetização.
Vejam só que coisa danada, hoje, fazendo uma segunda pós graduação, dessa feita, na área da educação, é que percebo o tamanho da encrenca que havia criado e tinha me metido nàquela época.
Mas, retomando nosso causo, iniciaram-se as aulas e recomendei para Marly, a mãe do menino, que ao levá-lo para primeira aula, fizesse um breve relato e pedisse um carinho e uma atençao especial da professora com a situação do Caique para mininizar eventuais efeitos contrários em seus estudos, lógico que, com receio de que ele não acompanhasse o rítmo.
Passados algumas semanas, a mãe retomava a conversa com a professora dele e travaram o seguinte diálogo:
- Mãe: E aí, como tá indo o Caique ?
- Profa: Tá indo bem.
- Mãe: Certo, ele tá acompanhando bem os assuntos ?
- Profa: Tudo bem, o problema é que ele dispersa muito, também,
mulher, o menino ainda não amadureceu, não cresceu !
- Mãe: Ah, minha filha, se esperar que ele amadureça, vai demorar,
pois, o pai dele ainda não cresceu !
Hilário não, imaginem a situação da pobre e sofredora professora. Já pensou, esperar por um filho que o pai ainda não crescera.
Graças à Deus que tudo acabara bem. Hoje o Caique já se encontra no ensino médio, é claro que, para conter a minha pressa ele repetiu uma série, ainda no fundamental.
Uma observação: não peguem corda, não queiram me seguir.

Publicado no Recanto das Letras em 03/08/2008
Código do texto: T1110947