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Maceió, Alagoas, Brazil
Bancário, Escritor, Poeta, Administrador com MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação SindRádio em Rádio-TV.e Militante do PCdoB.

Arapiraca - 87 anos de Progresso


Neste próximo dia 30 de Outubro de 2011, domingo, a terra de Manoel André, a sua terra, a minha terra, a nossa terra, comemora seus 87 anos de emancipação.

São 87 anos de prosperidade com base na luta de seu povo.

A Terra do Fumo transforma-se a cada dia na Terra do Futuro.

Arapiraca que já teve na década de 70 uma representação política mais expressiva, luta a cada dia,  pelo seu soerguimento político com uma história manchada de sangue de bravo lutadores que tombaram em gestos covardes, traiçoeiros e de inveja. Tempos passados que esperemos jamais retornem, não esquecendo, no entanto, que os insanos e covardes têm o mesmo destino, não entendendo por que assim o são.

Que nesses 87 anos de uma cidade que já vive sua terceira e definitiva idade renovemos nossas forças e esperanças, com trabalho e fé num Deus Supremo, para que ela avance rumo a sua consolidação de celeiro de desenvolvimento econômico e social para abrigar de forma digna nossas futuras gerações.

Salve ARAPIRACA

Viva ARAPIRACA

Que deus nos abençoe a todos.

UNEAL é sucesso na 5ª Bienal Internacional do Livro em Maceió

Estivemos, eu e minha filha Cláudia Petuba, na noite de ontem, com grata satisfação visitando o estande da nossa UNEAL, não tão imponente como de algumas instituições participantes, mas com certeza, nos proporcionou grande calor humano, com visitas de estudantes, professores, artistas e intelectuais, que se integravam e concertavam em longos e alegres bate-papos com a presença e a liderança marcante de seu professor reitor Jairo Campos.

Desnecessário é citar nomes da intelectualidade alagoana que abrilhantaram marcando presença para se evitar lapsos de esquecimentos com injustiças evidentes, que, entre gole, tragos e petiscos, proporcionaram encontros e rencontros rememorando passagens e escritos em conversas descontraídas, enriquecedoras e, às vêzes, hilárias.

Enquanto estivemos por lá e com o reitor Jairo Campos, assuntos como a sua recente ida a Brasília em busca de novos convenios, suas idas e vindas Arapiraca-Maceió por conta da excelente exposição deste ano, a semente plantada para a nova sede da UNEAL, pitadas de política, enfim, pauta de realizações, conquistas, a luta constante por novos projetos e desafios diários que não o intimidam, ao contrário, parece movê-lo numa sinergia exemplar.

Como se não bastasse a excelente recepção, ainda, fomos presenteados com os livros:

- UNEAL
40 ANOS DE LUTAS E CONQUISTAS cujo título dispensa comentário acerca da abordagem da excelente obra do grande conterrâneo arapiraquense, jornalista Daví Salsa, irmão inclusive de meu colega de trabalho, Cícero Salsa; 

- SOCIEDADE, EDUCAÇÃO e PODER em cuja apresentação diz: "Esta revista é o resultado, em parte, da idealização dos seus organizadores e da convivência do conjunto dos docentes da Universidade Estadual de Alagoas...." que tem contribuição do próprio Jairo Campos, entre outros e,

- DIVERSIDADE CULTURAL
UNIVERSIDADE E ETNIAS NEGRA E INDÍGENA EM ALAGOAS, obra também das hostes da própriauniversidade, onde o próprio Jairo Campos diz na contra-capa: " Este texto tem como propósito registrar essa importante atividade extensionista, para que não caia no obscurantismo e fique registrada esta ação de um grupo de pessoas(professores e graduandos) que, apesar das dificuldades enfrentadas pela UNEAL, mostrou que é possível sair da utopia e, efetivamente, colocar em prática o início de um longo processo de valorização e respeito às minorias."

Queremos, desde já, agradecer a todos que fazem nossa gloriosa UNEAL, no momento representada pela brilhante e humilde pessoa do Professor Jairo Campos, pela calorosa e festiva acolhida em seu estande, com certeza, um porto seguro para cultura alagoana, brasileira e internacional.

Por fim PARABÉNS e o convite, COMPAREÇA VOCÊ TAMBÉM.

Batalha na batalha por segurança

Estivemos reunidos no 2º encontro por segurança em Batalha, iniciativa e organização do Monsenhor Josevel, que não compareceu por se encontrar enfermo, da comerciante Selma Bulhões e do Sr Vilivaldo, uma liderança no município.
Foi composta uma mesa com a participação do Juiz da Comarca, do Prefeito, do Delegado Regional, do Comandante da Companhia de Polícia Militar, do Presidente da Câmara, do Deputado Estadual da região e representante dos professores.
Cada um dos componentes da mesa proferiram a palavra, tecendo comentários de suas atribuições, deveres e obrigações, dificuldades, carências e possibilidades, além da disposição para contribuir para a solução dos reclamos da população que reivindicou bastante durante a reunião e com justa razão.
Um sentimento foi enaltecido: quem será a próxima vítima.
Claro ficou, também, a necessidade de invocação do Estado como responsável direto pelas garantias individuais dos cidadãos, da  necessidade de organização da sociedade para o correto reivindicar, com o uso devido dos instrumentos legais como o Conselho de Segurança em formação, ajustamento na atuação do Conselho Tutelar e além de outros previstos na constituição federal.
O ponto alto na maioria das falas foi a necessidade de reestruturação da família e sua religiosidade, pois, se a família for bem, consequentemente toda a sociedade estará, sendo bastante recriminado a omissão e a permissividade dos pais para com seus filhos. senão até, sendo reféns de seus próprios filhos.
Foi expressiva e bastante representativa a participação de homens, mulheres e estudantes que lotaram o Clube ABC no centro da cidade.

Parabéns para a Capital da Bacia Leiteira de Alagoas.

Claudia Petuba é a musa do PCdoB para eleição municipal de Maceió

 Reproduzimos matéria do Blog do Bernardino no site CADAMINUTO

PCdoB de Maceió reúne a chapa de pré-candidatos a vereadores
Foto:Mariana França Moura

A advogada Claudia Petuba confirmou sua candidatura a vereadora por Maceió, tornando-se assim a musa do PC do B, nas eleições municipais de 2012.Na noite desta quarta-feira, 05/10, reuniram-se no Hotel Ouro Branco, na Pajuçara, os pré-candidatos a vereadores pelo PCdoB em Maceió, às próximas eleições de 2012.
O deputado federal Aldo Rebelo, deve vim para o lançamento da candidatura da Claudia Petuba. Ele ficou entusiasmado com a aceitação dela perante a opinião publica, quando aqui esteve depois da eleição que disputou de ministro do TCU.
A reunião, dirigida pela mesa composta pela presidente municipal do Partido em Maceió, Mirelly Câmara, e pelo secretário de Organização municipal, Alessandro Medeiros, contou com a presença do atual vereador pelo PCdoB em Maceió, Marcelo Malta, do vice-prefeito de Marechal Deodoro, também do PCdoB, Dr. Petrúcio, do secretário estadual de Organização, Sinval Costa,  de diversos membros das direções do PCdoB estadual e municipal de Maceió, além do presidente estadual da CTB em Alagoas, Gerivaldo Pontes.
O presidente estadual do Partido em Alagoas, Eduardo Bomfim, convidado a compor a mesa, fez uma saudação aos novos membros e àqueles já filiados ao PCdoB em Maceió que estão se preparando para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió nas próximas eleições.
Eduardo Bomfim falou à plenária de pré-candidatos a respeito da crise política e econômica por que passa o mundo e da situação do Brasil, cuja economia vem crescendo ao contrário de grandes dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e países da Europa, e do novo momento de destaque no cenário internacional que se apresenta para o Brasil, junto a outras nações emergentes, que não estão aplicando as medidas de caráter neoliberal.
Afirmou Bomfim que o PCdoB nesse quadro se destaca, em apoio ao governo da presidente Dilma, no sentido de que avance mais nas conquistas para o povo brasileiro, de mais justiça social e desenvolvimento. Destacou que o Partido age com convicção, fruto da análise da realidade, da reflexão e discussão, e por isso tem crescido, tem despertado o interesse e a confiança. Salientou ser o PCdoB um partido fiel a seus princípios e a seu programa, correto com seus aliados e que respeita seus adversários.
Mostrou-se entusiasmado com o novo momento vivido pelo PCdoB, nos outros estados, em Alagoas e especialmente em Maceió, em que pela primeira vez o Partido deixará de concentrar sua participação nas eleições em um ou dois candidatos, formando uma chapa própria, ampla, em que todos são candidatos da mesma forma e têm possibilidades de crescer no processo eleitoral.
Bomfim afirmou que o PCdoB em Maceió não estará buscando somente a reeleição do vereador Marcelo Malta, estará buscando a eleição do maior número possível de vereadores na capital do estado.
A presidente municipal do PCdoB em Maceió, Mirelly Câmara falou aos pré-candidatos, afirmando que a aposta do Partido no município, de construção de uma chapa própria, com capacidade de sair vitoriosa, vem se mostrando acertada, com a reunião de pré-candidatos qualificados e de expressão na sociedade, nos mais diversos setores.
São já trinta e oito, com perspectivas de ampliação desse número, dentre os quais estão médicos, professores, policiais civis e militares, advogados, agentes penitenciários, lideranças estudantis, femininas e comunitárias, sindicalistas, músicos, capoeiristas, entre homens e mulheres que se dispõem a desenvolver um trabalho que muitos já realizam, em suas comunidades, categorias, junto à população maceioense.
Mirelly apontou a perspectiva de ampliação da discussão política com os pré-candidatos, de sua formação, conclamando pela unidade e espírito de coesão como membros da chapa do PCdoB, de forma que a sociedade venha a identificar um espírito entusiasmado, um caráter diferenciado e tenha confiança de depositar seu voto em qualquer um que esteja se candidatando pelo Partido.
Mirelly enfatizou a importância da troca de experiências e destacou a exepriência vivia por  Cláudia Petuba na eleição de 2010, também pré-candidata, Claudia nas últimas eleições em que disputou pela primeira vez um mandato, de deputada federal, assim como dos jovens, como ela própria, Mirelly, que participaram de sua campanha, do aprendizado com os erros e acertos da campanha, o que poderá ocorrer com vários dos presentes, a maioria candidatos pela primeira vez a um mandato parlamentar.
Alessandro Medeiros, secretário municipal de Organização do PCdoB de Maceió, destacou que é importante que se incentive outras companheiras, mulheres, a se candidatarem também, não só pela exigência legal de participação feminina mínima de 30% na chapa, como pelo incentivo ao crescimento de companheiras que podem ter vontade de iniciar uma militância mais efetiva.
Muitos dos pré-candidatos se expressaram, nessa que foi uma vitoriosa reunião, um pontapé inicial para as eleições de 2012.
Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/10/07/claudia-petuba-e-a-musa-do-pc-do-b-para-eleicao-municipal-de-maceio

Tributo à Steve Jobs - Pai da Apple



Você tem que encontrar o que você ama.
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005 http://tl.gd/dfr4go · Reply
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