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Maceió, Alagoas, Brazil
Bancário, Escritor, Poeta, Administrador com MBA em Negócios em Financeiros, Pós-Graduado em Gestão de Instituições do Ensino Superior, Especializado em Diálogo, Capacitação SindRádio em Rádio-TV.e Militante do PCdoB.

O Império Nipônico e a Tsunami, que Pelegos e Ditadores Aprendam


Na madrugada da última sexta-feira 11, ainda bem que não foi 13, graças à Deus, pois, poderia ter sido pior, apesar de ter sido a maior castrástrofe sismológica japonesa e a sétima do universo conhecido, demonstrou claramente o quanto somos insignificantes perante o colosso da natureza linda, agradável, ingênua e impiedosa, senhora da vida e da morte.


Comparando seus atos, causas e efeitos, perfeitamente adaptáveis a nossa realidade social e política, vejamos:

- as placas tectônicas, num dos mais recônditos rincões da Terra, avançam entre sí em busca por mais espaço ( bárbaros, gregos, troianos, romanos, nórdicos, anglo-saxões) não se entendem, não se respeitam, não se conformam, muito menos se acomodam, chegam as vias de fato, partem para a força, sem uma discussão prévia ou negociação e muito menos democracia, dois minutos, uma decisão, uma canetada, um desejo mesquinho, nem aí para o que está a sua volta e tome Terremoto, tome tiro, tome facada, tome falcatrua, tome enganação, tome falsidade;

- Hitler, informado por um de seus generais que já eram os civís que estavam morrendo na inevitável queda do terceiro reich (governo do mal) em função das forças aliadas (governo do bem !!!) dissera algo como: "General, o povo nos elegeu para defendê-lo, que morram o civís." O resto vocês sabem;

- como Hitler, outros, precursores ancestrais e sucessores contemporeâneos, césares, napoleões, Saddam's, Kadafis, soviéticos no mesmo gelo, numa lista sem fim, inclusive nossos pelegos de carteirinha política são senhores das mesmas irresponsabilidades inconsequentes;

- revivendo a natureza divina, dois minutinhos de terremoto num continente vulcânico, os homens contornaram, se seguraram, o povo tava preparado, as estruturas aguentaram, já no entanto as consequências da canetada, do decreto, da lei, da decisão, ondas gigantes, tsunamis, destruição avassaladora, morte em massa, olhe que aqui ousam chamar de pizza, guerra, prejuízos incomensuráveis, doenças epidêmicas, injustiçados e marajás, imperadores, presidentes, xaques e chás, todos da mesma laia, guilhotinha francesa, vítimas da própria insanidade;

- segundos e minutos de atitude impensada, anos de recuperação com sequelas irreparáveis, o mundo jamais será o mesmo, pois, nunca bebemos da mesma água duas vêzes.

Vejam o legado de insanos e soberanos, os Kamikazes acordaram o Gigante Adormecido em Pearl Harbor,  inacreditável é que não faltaram jovens japoneses que se dispuseram a dar suas vidas em nome da pátria e do imperador, que era considerado a divina encarnação da deusa do Sol da religião xintoísta, quando os americanos devolveram a Catástrofe Nuclear de Hirosima e Nagasaki, hoje os mesmo americanos que mataram Mártin Luther King retornam numa solidariedade tsunâmica, liderados pelo jovem presidente negro Obama para ajudar o povo nipônico das consequências nucleares do terremoto.

Já temos aí um aprendizado que o mundo assustado se rende e se solidariza.

Portanto, num relâmpago de reflexão, invoquemos um Deus, qualquer que seja ou não o seu, aprendamos com o que vemos e sentimos.

A riqueza é do universo, seremos lembrados pelo que fomos e não pelo que tivemos.

Quanto mais juntamos mais deixamos no caminho.

Que não se esqueçam os Pelegos e Ditadores.

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